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Regulação

Projeto no Congresso quer liberar salário parcial em bitcoin para trabalhadores brasileiros

Imagem de abertura da publicação em Bitcoinist
Imagem reproduzida de Bitcoinist. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Receber parte do salário em bitcoin pode deixar de ser uma curiosidade e ganhar amparo legal, caso avance uma proposta apresentada no Congresso Nacional. Em março de 2025, veio a público um projeto que cria regras para que empregados com carteira assinada recebam uma parcela da remuneração em criptomoedas. A iniciativa é atribuída ao ex-deputado federal Luiz Philippe, que propôs a medida para dar segurança jurídica a esse tipo de pagamento.

Pelo texto, o trabalhador poderia receber até 50% do salário em bitcoin ou em outras moedas digitais. O restante continuaria sendo pago obrigatoriamente em reais. A adesão dependeria de acordo entre empregador e empregado, ou seja, nenhuma das partes poderia impor a modalidade à outra.

A proposta tem alcance delimitado. Ela vale apenas para trabalhadores formais e exclui expressamente freelancers, expatriados e autônomos. As empresas que adotassem o modelo precisariam fornecer extratos detalhados, e o consentimento das duas partes seria condição indispensável para o pagamento em cripto.

Um ponto importante é que o projeto não obriga ninguém a pagar em criptomoedas. A ideia, conforme descreve o Bitcoinist, é apenas criar um arcabouço legal que permita às empresas oferecer essa opção a quem tiver interesse. Sem regra específica, companhias que quisessem adotar a prática ficariam expostas a dúvidas trabalhistas e tributárias.

O caminho até virar lei, porém, é longo. O texto precisa ser analisado e aprovado pela Câmara dos Deputados, depois pelo Senado Federal, e só então seguiria para sanção presidencial. A reportagem observa que o cronograma não é claro, já que o tema pode enfrentar resistência por questões regulatórias, econômicas e políticas.

A proposta surge num momento em que o país se apresenta como um ambiente relativamente aberto ao setor. Grandes plataformas, como a Binance, operam no mercado brasileiro, e o Banco Central vinha desenvolvendo o real digital, sinal de interesse do poder público em ativos digitais. Na data da publicação, o bitcoin era negociado a cerca de US$ 82.933.

Para o trabalhador brasileiro, a possível mudança teria efeitos concretos. De um lado, abriria a chance de acumular bitcoin de forma automática, sem precisar comprar a criptomoeda por conta própria a cada mês. De outro, traria o risco de volatilidade para parte da renda, o que pode ser um problema para quem depende do salário para despesas fixas, como aluguel e alimentação. O limite de 50% e a exigência de acordo mútuo funcionam justamente como proteção contra esse risco. Também ficariam em aberto questões práticas, como a forma de cálculo de encargos, férias e 13º salário sobre a parcela paga em cripto, pontos que costumam ser decisivos no debate trabalhista. Até que haja aprovação, a proposta segue apenas como sinalização política sobre o tema.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoinist. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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