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Câmbio em reais: todas as moedas do mundo, metais e commodities

Quanto vale cada moeda oficial em reais, o grama do ouro e da prata e as principais commodities (soja, milho, trigo, café, boi, petróleo e outras), com histórico diário de 3 anos para consultar quanto estava em qualquer dia.

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Fontes, unidades e limitações

Moedas e metais: Frankfurter, que reúne as taxas de referência publicadas por bancos centrais (entre eles o Banco Central Europeu). Mostramos quantos reais vale 1 unidade de cada moeda (e o inverso). São referências diárias, não o dólar turismo nem a cotação de uma casa de câmbio. Metais aparecem por grama de metal puro (onça troy = 31,1034768 g).

Commodities: séries públicas do FRED (Federal Reserve Bank of St. Louis). Energia (petróleo, gás, gasolina, diesel) tem preço diário da EIA, agência de energia dos EUA. Agrícolas, carnes e metais são médias mensais do FMI, divulgadas pelo FMI com um a dois meses de atraso; a energia também chega com alguns dias de defasagem. Convertemos o preço em dólar para reais pela referência USD/BRL da mesma data e para unidades usadas no Brasil (saca de 60 kg, tonelada, arroba de 15 kg, litro); o petróleo fica por barril, com o equivalente por litro ao lado. São referências internacionais: não substituem indicadores brasileiros como os da arroba do boi ou da saca de soja nas praças nacionais.

Histórico: gravamos um valor por dia desde 3 anos atrás e seguimos gravando automaticamente (câmbio a cada hora, commodities a cada 3 horas). Em fins de semana e feriados vale o último dia útil. Valores não incluem spread, impostos ou taxas e não são recomendação de investimento.

Guia das commodities: o que move cada preço

Contexto para interpretar os números acima: o que é cada referência, o que costuma mexer no preço, como chega ao Brasil e o que acompanhar. Os números atualizados ficam na tabela e na leitura automática de cada item.

Petróleo Brent

O petróleo é negociado em dólares por barril (1 barril = 42 galões americanos = 158,987 litros). O Brent, extraído no Mar do Norte, é a referência para cerca de dois terços do petróleo negociado no mundo e o mais usado para precificar o óleo exportado pelo Brasil. O WTI é a referência americana, com entrega em Cushing (Oklahoma).

O que move o preço

  • Decisões de produção da OPEP+ (Arábia Saudita, Rússia e aliados), que ajustam cotas em reuniões periódicas.
  • Estoques nos EUA: a EIA publica o relatório semanal às quartas-feiras; queda maior que a esperada costuma sustentar o preço.
  • Crescimento global, em especial China e EUA: demanda por diesel, querosene de aviação e petroquímicos.
  • Riscos geopolíticos em regiões produtoras e rotas marítimas (Oriente Médio, Mar Vermelho, Rússia) e sanções.
  • Dólar e juros americanos: dólar forte encarece o barril para outros países e tende a pesar sobre o preço.

No Brasil

O Brasil é grande produtor (pré-sal) e exportador de óleo cru, mas importa parte do diesel e da gasolina que consome. O barril em reais depende do Brent e do câmbio ao mesmo tempo. A Petrobras reajusta os preços nas refinarias com uma estratégia própria desde maio de 2023, sem seguir só a paridade de importação, por isso o repasse para a bomba não é imediato nem integral.

Do barril à bomba

O preço na bomba soma o preço da refinaria, o custo do etanol anidro (na gasolina) ou do biodiesel (no diesel), tributos federais e o ICMS estadual, além das margens de distribuição e revenda. Uma alta de 10% no Brent em reais não vira 10% na bomba: o petróleo é só uma parte do preço final.

Para decidir

  • Brent em reais sobe com petróleo em alta e também com dólar em alta: separe os dois efeitos antes de concluir.
  • Para frete, agronegócio e transporte, o diesel é o item que mais pesa; acompanhe o diesel junto com o Brent.
  • Ações de petroleiras, custo de frete e inflação reagem ao petróleo com defasagem de semanas a meses.

O que acompanhar

  • Reuniões e comunicados da OPEP+
  • Relatório semanal de estoques da EIA (quartas-feiras)
  • Anúncios de reajuste da Petrobras nas refinarias
  • Cotação do dólar em reais
Petróleo WTI

O WTI (West Texas Intermediate) é o petróleo leve de referência nos EUA, negociado em dólares por barril com entrega em Cushing, Oklahoma. Costuma ficar alguns dólares abaixo do Brent; a diferença entre os dois mostra condições de oferta e transporte nos EUA frente ao resto do mundo. 1 barril = 158,987 litros.

O que move o preço

  • Decisões de produção da OPEP+ (Arábia Saudita, Rússia e aliados), que ajustam cotas em reuniões periódicas.
  • Estoques nos EUA: a EIA publica o relatório semanal às quartas-feiras; queda maior que a esperada costuma sustentar o preço.
  • Crescimento global, em especial China e EUA: demanda por diesel, querosene de aviação e petroquímicos.
  • Riscos geopolíticos em regiões produtoras e rotas marítimas (Oriente Médio, Mar Vermelho, Rússia) e sanções.
  • Dólar e juros americanos: dólar forte encarece o barril para outros países e tende a pesar sobre o preço.

No Brasil

O Brasil é grande produtor (pré-sal) e exportador de óleo cru, mas importa parte do diesel e da gasolina que consome. O barril em reais depende do Brent e do câmbio ao mesmo tempo. A Petrobras reajusta os preços nas refinarias com uma estratégia própria desde maio de 2023, sem seguir só a paridade de importação, por isso o repasse para a bomba não é imediato nem integral.

Do barril à bomba

O preço na bomba soma o preço da refinaria, o custo do etanol anidro (na gasolina) ou do biodiesel (no diesel), tributos federais e o ICMS estadual, além das margens de distribuição e revenda. Uma alta de 10% no Brent em reais não vira 10% na bomba: o petróleo é só uma parte do preço final.

Para decidir

  • Brent em reais sobe com petróleo em alta e também com dólar em alta: separe os dois efeitos antes de concluir.
  • Para frete, agronegócio e transporte, o diesel é o item que mais pesa; acompanhe o diesel junto com o Brent.
  • Ações de petroleiras, custo de frete e inflação reagem ao petróleo com defasagem de semanas a meses.

O que acompanhar

  • Reuniões e comunicados da OPEP+
  • Relatório semanal de estoques da EIA (quartas-feiras)
  • Anúncios de reajuste da Petrobras nas refinarias
  • Cotação do dólar em reais
Gasolina

Referência da gasolina no porto de Nova York, em dólares por galão (3,785 litros). Serve como termômetro do preço internacional do combustível que o Brasil importa em parte.

O que move o preço

  • Preço do petróleo, que é o principal insumo
  • Margem de refino e paradas de refinarias
  • Temporada de viagens de verão nos EUA
  • Estoques semanais de gasolina divulgados pela EIA

No Brasil

A gasolina vendida no Brasil tem mistura obrigatória de etanol anidro e carrega ICMS e tributos federais. O preço internacional influencia importadores e a política de preços da Petrobras, mas o repasse para a bomba é parcial e com atraso.

Para decidir

  • Compare com o preço do etanol: a regra prática é que o etanol compensa quando custa até cerca de 70% da gasolina
  • Altas internacionais demoram a chegar à bomba no Brasil

O que acompanhar

  • Estoques de gasolina da EIA
  • Reajustes da Petrobras
  • Preço do etanol hidratado
Diesel

Referência do diesel (óleo combustível com baixo enxofre) no porto de Nova York, em dólares por galão. É o combustível mais ligado ao frete e à atividade econômica.

O que move o preço

  • Preço do petróleo e margem de refino do diesel
  • Demanda industrial, agrícola e de transporte
  • Inverno no Hemisfério Norte (óleo de aquecimento)
  • Sanções e rotas de exportação de derivados

No Brasil

O Brasil importa parte do diesel que consome. O diesel tem mistura obrigatória de biodiesel e pesa diretamente no frete rodoviário, no custo da safra e na inflação de alimentos.

Para decidir

  • Para quem depende de frete, o diesel explica mais do custo do que o próprio Brent
  • Alta do diesel costuma aparecer em fretes e alimentos semanas depois

O que acompanhar

  • Reajustes da Petrobras no diesel
  • Estoques de destilados da EIA
  • Câmbio
Gás natural (Henry Hub)

Principal referência do gás natural nos EUA, em dólares por milhão de BTU (MMBtu). É muito sensível ao clima e à capacidade de exportação de gás liquefeito (GNL).

O que move o preço

  • Temperatura: invernos frios e verões quentes elevam o consumo
  • Estoques semanais de gás nos EUA
  • Exportações de GNL para Europa e Ásia
  • Produção de gás de xisto

No Brasil

O Brasil produz gás no pré-sal e importa gás natural por gasoduto e na forma de GNL. Preços internacionais altos encarecem a geração térmica de energia e insumos como fertilizantes nitrogenados.

Para decidir

  • O Henry Hub é referência americana; o GNL importado pelo Brasil segue preços internacionais que podem ser bem mais altos
  • Picos costumam ser sazonais e revertem com o clima

O que acompanhar

  • Estoques semanais de gás da EIA
  • Previsões de temperatura nos EUA e na Europa
Soja em grão

Referência internacional da soja em dólares por tonelada, convertida para a saca de 60 kg. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial, e a China é a principal compradora.

O que move o preço

  • Clima nas safras do Brasil, dos EUA e da Argentina (El Niño e La Niña)
  • Relatório mensal de oferta e demanda do USDA (WASDE)
  • Compras da China e relações comerciais China e EUA
  • Demanda por óleo de soja para biodiesel

No Brasil

O produtor recebe o preço internacional (Chicago) mais o prêmio pago nos portos, convertido pelo dólar. Por isso a soja em reais pode subir mesmo com Chicago estável, se o dólar subir.

Para decidir

  • Veja a variação em dólar e em reais separadas: parte do movimento pode ser só câmbio
  • O plantio no Brasil vai de setembro a dezembro e a colheita de janeiro a abril; a pressão de oferta costuma crescer na colheita
  • Esta é uma referência internacional: o preço na sua praça depende de frete e prêmio

O que acompanhar

  • WASDE do USDA (mensal)
  • Clima na safra brasileira e americana
  • Compras chinesas
Milho

Referência internacional do milho (Golfo dos EUA) em dólares por tonelada, convertida para a saca de 60 kg. Os EUA são o maior produtor; o Brasil está entre os maiores exportadores, com forte peso da segunda safra.

O que move o preço

  • Clima no cinturão do milho dos EUA e na safrinha brasileira
  • Demanda para ração e para etanol de milho
  • Relatórios do USDA
  • Exportações da Ucrânia e da Argentina

No Brasil

A segunda safra (safrinha), colhida entre junho e agosto, é a maior parte do milho brasileiro. O preço do milho define o custo da ração de frangos, suínos e bois confinados.

Para decidir

  • Milho caro pressiona margens de carnes e ovos
  • A referência internacional não inclui frete interno, que pesa muito no Centro-Oeste

O que acompanhar

  • WASDE do USDA
  • Clima da safrinha
  • Exportações brasileiras
Trigo

Referência internacional do trigo (Golfo dos EUA) em dólares por tonelada. Rússia, União Europeia, Canadá, Austrália e EUA lideram as exportações.

O que move o preço

  • Safras da Rússia e da região do Mar Negro
  • Clima na Europa, EUA, Canadá e Austrália
  • Conflitos e rotas de exportação no Mar Negro
  • Restrições de exportação por governos

No Brasil

O Brasil importa parte relevante do trigo que consome, principalmente da Argentina. Trigo e dólar em alta encarecem farinha, pão e massas.

Para decidir

  • Para o consumidor, o efeito aparece em pães e massas com defasagem
  • Câmbio pesa tanto quanto o preço internacional

O que acompanhar

  • Safra argentina
  • WASDE do USDA
  • Notícias do Mar Negro
Café arábica

Referência internacional do café arábica (outros suaves), cotado em centavos de dólar por libra-peso e convertido para a saca de 60 kg. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial.

O que move o preço

  • Clima no Sul de Minas, Cerrado e Mogiana: geadas e secas
  • Bienalidade: anos de safra cheia e safra baixa se alternam no arábica
  • Estoques certificados na bolsa ICE de Nova York
  • Demanda global e custos de frete

No Brasil

O preço interno acompanha Nova York convertido pelo dólar, mais diferenciais de qualidade. Alta forte chega às gôndolas em alguns meses.

Para decidir

  • Riscos de geada entre junho e agosto costumam mexer com o preço
  • Compare arábica e conilon: a diferença mostra onde está a escassez

O que acompanhar

  • Clima nas regiões produtoras
  • Estimativas de safra da Conab
  • Estoques da ICE
Café robusta (conilon)

Referência internacional do café robusta, em centavos de dólar por libra-peso, convertida para a saca de 60 kg. O Vietnã é o maior produtor; o Brasil produz conilon principalmente no Espírito Santo e em Rondônia.

O que move o preço

  • Safra do Vietnã e da Indonésia
  • Clima no Espírito Santo
  • Demanda da indústria de solúvel e blends
  • Preço do arábica, que é substituto parcial

No Brasil

O conilon brasileiro abastece a indústria de solúvel e os blends. Quando o arábica sobe muito, a indústria usa mais robusta.

Para decidir

  • A relação com o arábica indica a pressão de custos na indústria de café

O que acompanhar

  • Safra vietnamita
  • Estimativas da Conab
Açúcar

Referência internacional do açúcar bruto, em centavos de dólar por libra-peso, convertida para a saca de 50 kg. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial.

O que move o preço

  • Moagem de cana no Centro-Sul do Brasil
  • Mix das usinas entre açúcar e etanol
  • Safras da Índia e da Tailândia e políticas de exportação indianas
  • Petróleo, que afeta a atratividade do etanol

No Brasil

As usinas escolhem produzir mais açúcar ou mais etanol conforme o que paga melhor. Petróleo em alta tende a desviar cana para o etanol e reduzir oferta de açúcar.

Para decidir

  • Acompanhe os relatórios quinzenais de moagem do Centro-Sul
  • Petróleo e açúcar costumam se influenciar via etanol

O que acompanhar

  • Relatórios de moagem da Unica
  • Monções na Índia
Algodão

Referência internacional do algodão (índice Cotlook A) em centavos de dólar por libra-peso, convertida para a arroba de 15 kg. O Brasil está entre os maiores exportadores do mundo.

O que move o preço

  • Demanda da indústria têxtil da Ásia
  • Safras dos EUA, Índia e Brasil
  • Preço do poliéster, concorrente sintético
  • Relações comerciais com a China

No Brasil

O algodão brasileiro vem principalmente de Mato Grosso e Bahia, em segunda safra após a soja. O câmbio pesa muito na receita exportadora.

Para decidir

  • Demanda têxtil global reage rápido a desaceleração econômica

O que acompanhar

  • WASDE do USDA
  • Exportações brasileiras
Cacau

Referência internacional do cacau em dólares por tonelada, convertida para a arroba de 15 kg. Costa do Marfim e Gana respondem pela maior parte da oferta mundial.

O que move o preço

  • Clima e doenças nas lavouras da África Ocidental
  • Estoques e moagem das indústrias
  • Preços mínimos definidos pelos governos africanos
  • Demanda por chocolate

No Brasil

O Brasil produz cacau na Bahia e no Pará e também importa amêndoas para a indústria. Alta internacional encarece chocolates.

Para decidir

  • O mercado de cacau é concentrado e pode ter movimentos muito bruscos

O que acompanhar

  • Safras da Costa do Marfim e de Gana
  • Dados de moagem trimestrais
Arroz

Referência internacional do arroz tailandês em dólares por tonelada, convertida para a saca de 50 kg. A Índia é o maior exportador mundial.

O que move o preço

  • Políticas de exportação da Índia
  • Monções na Ásia
  • Estoques governamentais
  • Clima no Rio Grande do Sul, no caso brasileiro

No Brasil

O Rio Grande do Sul produz a maior parte do arroz brasileiro. O preço interno depende mais da safra gaúcha do que da referência asiática.

Para decidir

  • Use a referência internacional como contexto; o preço no Brasil segue a safra do RS

O que acompanhar

  • Safra gaúcha (Conab)
  • Restrições de exportação da Índia
Laranja

Referência do FMI para laranja importada na Europa, em dólares por kg, convertida para a caixa de 40,8 kg usada no Brasil. O Brasil é o maior exportador de suco de laranja do mundo.

O que move o preço

  • Safra do cinturão citrícola de São Paulo e Minas
  • Doenças como o greening
  • Clima e secas
  • Demanda por suco na Europa e nos EUA

No Brasil

O preço da caixa ao produtor segue contratos com a indústria de suco e é diferente desta referência europeia.

Para decidir

  • A referência mostra a tendência internacional; o preço da caixa no Brasil tem formação própria

O que acompanhar

  • Estimativas de safra do Fundecitrus
Óleo de soja

Referência internacional do óleo de soja em dólares por tonelada, convertida para o kg.

O que move o preço

  • Demanda para biodiesel e diesel renovável
  • Preço do óleo de palma, principal concorrente
  • Esmagamento de soja na Argentina, maior exportador
  • Petróleo

No Brasil

O óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel misturado ao diesel no Brasil, além de pesar no preço do óleo de cozinha.

Para decidir

  • Mudanças nas regras de mistura de biodiesel mexem com a demanda

O que acompanhar

  • Política de biodiesel no Brasil e nos EUA
  • Preço do óleo de palma
Farelo de soja

Referência internacional do farelo de soja em dólares por tonelada. É o principal ingrediente proteico das rações.

O que move o preço

  • Esmagamento na Argentina, maior exportador
  • Demanda por ração na China e na Europa
  • Preço da soja em grão

No Brasil

O farelo compõe o custo de produção de frango, suínos e leite junto com o milho.

Para decidir

  • Farelo e milho juntos explicam boa parte do custo das carnes

O que acompanhar

  • Esmagamento argentino
  • WASDE do USDA
Carne bovina

Referência do FMI para carne bovina magra importada pelos EUA (Austrália e Nova Zelândia), convertida para o kg. Não é a arroba do boi gordo brasileiro, que tem indicadores próprios.

O que move o preço

  • Ciclo pecuário: fases de retenção de fêmeas reduzem a oferta
  • Demanda da China e dos EUA
  • Barreiras sanitárias e comerciais
  • Custo de ração e pastagens

No Brasil

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e a China é o principal destino. A arroba do boi gordo no Brasil é negociada também em contrato futuro na B3.

Para decidir

  • Para a arroba brasileira, use esta referência apenas como tendência global
  • Habilitações e suspensões de frigoríficos para a China mexem com o preço interno

O que acompanhar

  • Exportações para a China
  • Ciclo de abate de fêmeas
Carne suína

Referência do FMI para carcaça suína nos EUA, convertida para o kg.

O que move o preço

  • Doenças como a peste suína africana
  • Demanda da China
  • Custo de milho e farelo

No Brasil

O Brasil é um dos grandes exportadores de carne suína, com produção concentrada no Sul. Margens dependem muito do custo da ração.

Para decidir

  • Compare com milho e farelo para entender a margem do setor

O que acompanhar

  • Exportações brasileiras
  • Casos de doenças em rebanhos
Frango

Referência do FMI para frango inteiro nos EUA, convertida para o kg.

O que move o preço

  • Custo da ração (milho e farelo de soja)
  • Gripe aviária e barreiras sanitárias
  • Demanda de importadores como Oriente Médio e Ásia

No Brasil

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. Casos de gripe aviária podem suspender exportações temporariamente.

Para decidir

  • Milho caro aperta margens mesmo com preço do frango estável

O que acompanhar

  • Status sanitário e embargos
  • Preço do milho
Minério de ferro

Referência do minério com 62% de ferro entregue na China, em dólares por tonelada. A China compra a maior parte do minério negociado por via marítima.

O que move o preço

  • Produção de aço e construção civil na China
  • Estímulos econômicos do governo chinês
  • Oferta de Austrália e Brasil
  • Estoques nos portos chineses

No Brasil

O Brasil é o segundo maior exportador mundial, com a Vale como principal produtora. O minério pesa na balança comercial, no câmbio e na bolsa brasileira.

Para decidir

  • Minério em queda costuma pesar sobre ações de mineradoras e siderúrgicas
  • Dados de atividade da China antecipam a demanda

O que acompanhar

  • Dados de produção de aço da China
  • Relatórios de produção da Vale
Cobre

Referência do cobre na bolsa de metais de Londres (LME), em dólares por tonelada, convertida para o kg. É chamado de termômetro da economia global.

O que move o preço

  • Demanda da China e da indústria
  • Transição energética: redes elétricas, carros elétricos e renováveis
  • Oferta do Chile e do Peru
  • Estoques na LME

No Brasil

O Brasil produz cobre no Pará e em Goiás. O metal encarece fios, cabos e equipamentos elétricos.

Para decidir

  • Cobre em alta costuma indicar expectativa de crescimento industrial

O que acompanhar

  • Dados industriais da China
  • Estoques da LME
Alumínio

Referência do alumínio na LME, em dólares por tonelada, convertida para o kg. A produção consome muita energia elétrica.

O que move o preço

  • Custo de energia nos países produtores
  • Produção e limites de capacidade na China
  • Demanda de embalagens, construção e veículos
  • Tarifas e sanções

No Brasil

O Brasil produz alumínio e bauxita. Latas e embalagens seguem o preço internacional.

Para decidir

  • Energia cara no mundo tende a reduzir oferta e sustentar o preço

O que acompanhar

  • Produção chinesa
  • Estoques da LME
Níquel

Referência do níquel na LME, em dólares por tonelada, convertida para o kg. É usado em aço inoxidável e baterias.

O que move o preço

  • Oferta da Indonésia, que domina a produção
  • Demanda de aço inoxidável
  • Baterias de veículos elétricos

No Brasil

O Brasil tem produção de níquel no Pará e em Goiás.

Para decidir

  • A expansão da Indonésia mudou o equilíbrio do mercado nos últimos anos

O que acompanhar

  • Produção indonésia
  • Estoques da LME
Zinco

Referência do zinco na LME, em dólares por tonelada, convertida para o kg. Usado principalmente para galvanizar aço.

O que move o preço

  • Construção civil e indústria automotiva
  • Oferta de minas na China, Austrália e Peru
  • Custos de energia das fundições

No Brasil

O Brasil produz zinco em Minas Gerais. O metal protege o aço de estruturas e telhas.

Para decidir

  • Acompanha de perto o ciclo da construção

O que acompanhar

  • Estoques da LME
Estanho

Referência do estanho na LME, em dólares por tonelada, convertida para o kg. É usado em solda de eletrônicos.

O que move o preço

  • Demanda de semicondutores e eletrônicos
  • Oferta de Indonésia, Myanmar e China
  • Mercado pequeno, com variações bruscas

No Brasil

O Brasil produz estanho no Amazonas e em Rondônia.

Para decidir

  • Por ser um mercado pequeno, oscila mais que outros metais

O que acompanhar

  • Produção de eletrônicos na Ásia

Conteúdo informativo. Não é recomendação de compra, venda ou investimento.

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