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Regulação

CVM aprova primeiro ETF de Ether da América Latina, que será listado na B3

Imagem de abertura da publicação em NewsBTC
Imagem reproduzida de NewsBTC. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Um fundo negociado em bolsa que investe exclusivamente em Ether recebeu, em julho de 2021, a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o regulador do mercado de capitais brasileiro. O produto é da QR Asset Management, gestora ligada à holding QR Capital, e será negociado na B3 sob o código QETH11. Trata-se do primeiro ETF de Ethereum da América Latina, o que torna a B3 a primeira bolsa da região a listar um fundo 100% atrelado à segunda maior criptomoeda do mercado.

O fundo acompanha um índice de preço do Ether semelhante ao utilizado pelo CME Group, a bolsa de derivativos de Chicago. A custódia institucional ficará a cargo da Gemini, plataforma fundada pelos gêmeos Winklevoss, e o ETF manterá Ether físico em carteira, ou seja, as cotas são lastreadas pela própria criptomoeda e não por contratos derivativos.

A gestora apresenta o produto como "uma opção para o investidor que é regulada, segura e simples". A proposta é permitir que o investidor tenha exposição ao Ether pelo home broker, como faz com ações e outros fundos, sem precisar abrir conta em corretora de criptomoedas, gerenciar carteiras digitais ou cuidar de chaves privadas.

A aprovação não foi um caso isolado. Em reportagem do NewsBTC, a publicação lembra que a B3 já havia aprovado dois ETFs de criptomoedas em março de 2021. Um deles é o QBTC11, também da QR Asset Management, dedicado exclusivamente ao Bitcoin e lançado no fim de junho. O outro é um fundo multiativos que reúne cinco criptomoedas, entre elas o Bitcoin.

Para o investidor brasileiro, a chegada do QETH11 amplia as formas de acesso regulado ao mercado cripto. Negociar um ETF na bolsa significa operar em um ambiente supervisionado pela CVM, com regras de transparência e governança já conhecidas de quem investe em renda variável. Também facilita a inclusão do ativo em carteiras diversificadas e o acompanhamento pelo mesmo extrato da corretora de valores.

O pioneirismo também tem peso internacional. Enquanto nos Estados Unidos os pedidos de ETFs de criptomoedas com ativos físicos ainda enfrentavam resistência regulatória em 2021, o Brasil já contava com fundos de Bitcoin e, a partir dessa aprovação, de Ether negociados em bolsa. Isso colocou o mercado brasileiro em posição de destaque na oferta de produtos regulados ligados a criptoativos.

Como qualquer investimento em criptomoedas, porém, o ETF carrega a volatilidade do ativo subjacente. As cotas do QETH11 acompanham as oscilações do Ether, que podem ser intensas em curtos períodos. Além disso, o investidor paga taxa de administração e está sujeito às regras de tributação aplicáveis a ETFs na bolsa, fatores que devem ser comparados com a compra direta da criptomoeda antes de decidir qual caminho seguir.

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Fonte: reportagem original publicada por NewsBTC. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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