Setembro no azul pode encerrar tabu de mais de dez anos do bitcoin após agosto de ganhos
Setembro costuma ser lembrado como um mês difícil para o bitcoin, mas 2026 pode quebrar essa escrita. Segundo análise do CoinDesk publicada em 29/09/2026, assinada por James Van Straten e editada por Oliver Knight, a criptomoeda acumula alta de aproximadamente 7% no mês, depois de ter subido 25% em agosto, e era negociada perto de US$ 84 mil.
O dado histórico é o que chama atenção. De acordo com o CoinDesk, se o bitcoin fechar setembro no positivo, este será o primeiro setembro de alta após um agosto positivo desde 2013. O resultado também garantiria três meses consecutivos de ganhos, de julho a setembro, e o primeiro trimestre positivo desde o terceiro trimestre de 2025. Para o terceiro trimestre de 2026, a projeção é de valorização superior a 40%.
O desempenho ocorre apesar de um ambiente macroeconômico pouco amigável. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano está acima de 5,2%. O índice MOVE, que mede a volatilidade do mercado de títulos, superou 100 e se aproxima das máximas do ano. O petróleo segue acima de US$ 90 por barril e o ouro caiu cerca de 3% na segunda-feira, para pouco acima de US$ 4.000 a onça.
A reportagem cita os juros em alta no mundo e o petróleo elevado como fatores de preocupação para as perspectivas de inflação, e os apresenta como obstáculos, mesmo diante do momento positivo do bitcoin.
Olhando para frente, o texto lembra que o quarto trimestre tem sido historicamente favorável. Dados da CoinGlass mostram ganho médio de cerca de 77% para o bitcoin nesse período do ano. A média, no entanto, é apenas uma referência estatística e não garante repetição.
O CoinDesk identifica dois eventos capazes de gerar volatilidade nos próximos meses. O primeiro é a oferta pública inicial de ações da Anthropic, que, segundo relatos, estaria planejada para novembro, embora data e tamanho ainda não estejam definidos. O segundo são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, também em novembro, que podem acrescentar incerteza ligada a políticas públicas.
Para o investidor brasileiro, os fatores externos citados, como juros americanos elevados e petróleo acima de US$ 90, também influenciam o câmbio e o apetite por risco por aqui, o que ajuda a explicar por que a cotação do bitcoin em reais pode oscilar de forma diferente da cotação em dólar.
Para quem acompanha o mercado, o possível fim de uma sequência de mais de uma década mostra que padrões sazonais não são regras fixas. Os próximos dias definirão o fechamento de setembro, e o calendário de novembro, com IPO de peso e eleições americanas, tende a concentrar atenção dos investidores no último trimestre do ano.
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