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Block, de Jack Dorsey, aposta em publicidade na TV e no cinema para incentivar compras em Bitcoin

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin Magazine
Imagem reproduzida de Bitcoin Magazine. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Uma campanha publicitária voltada ao consumidor comum passou a defender o Bitcoin como dinheiro para gastar no dia a dia, e não apenas como investimento. A iniciativa é da Block, empresa fundada por Jack Dorsey e listada na Bolsa de Nova York, que lançou nesta quinta-feira (1º) sua primeira campanha de propaganda dirigida ao grande público com foco na criptomoeda.

O lema escolhido resume a proposta: "Algumas coisas não fazem sentido. O Bitcoin faz." As peças mostram americanos comuns falando sobre o custo de vida e sobre problemas que enxergam no sistema financeiro, com o Bitcoin apresentado como uma resposta a essas preocupações. A veiculação vai até 31 de dezembro de 2026.

A distribuição é ampla. Os anúncios aparecem no YouTube, no X, nas plataformas da Meta, no Instagram e na televisão, pela Fox Sports. A empresa também levou a campanha para salas de cinema selecionadas que exibem os filmes "Avengers: Doomsday" e "Dune 3", dois lançamentos de grande público, o que mostra a intenção de alcançar pessoas fora da bolha de investidores em criptomoedas.

Em declaração reproduzida pela Bitcoin Magazine, Miles Suter, responsável pela área de Bitcoin da Block, definiu o objetivo da ação. "Esta campanha é a nossa primeira grande ilustração de como poderia ser um sistema financeiro centrado no Bitcoin", afirmou. A frase reforça a estratégia da companhia, que há anos coloca a criptomoeda no centro de seus produtos.

O momento escolhido também chama atenção. A campanha chega em meio a preocupações com o custo de vida nos Estados Unidos, tema que ganhou peso no debate público antes das eleições de meio de mandato. Ao associar o Bitcoin à frustração com preços e com o sistema financeiro tradicional, a Block tenta conectar a mensagem a um assunto que já ocupa a atenção do eleitor e do consumidor americano.

A empresa tem estrutura para sustentar esse discurso. O Cash App permite comprar, vender e transferir Bitcoin, enquanto os terminais de ponto de venda da Square aceitam pagamentos na criptomoeda por meio da Lightning Network, rede de segunda camada pensada para transações rápidas e baratas. A Block também lançou anteriormente um equipamento de mineração de Bitcoin modular, com componentes substituíveis, criado para reduzir custos de reparo e reposição.

Para o leitor brasileiro, a campanha ajuda a medir até onde vai a tentativa de transformar o Bitcoin em meio de pagamento cotidiano, um uso que ainda enfrenta resistência por causa da volatilidade. No Brasil, onde o Pix domina os pagamentos instantâneos, a experiência americana pode servir de termômetro para avaliar se a publicidade de massa é capaz de mudar o hábito do consumidor. O resultado prático da ação, porém, só poderá ser avaliado depois que a veiculação terminar, no fim do ano.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin Magazine. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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