Reservas da Bybit chegam a US$ 19,6 bilhões, com mais Bitcoin e Ether e menos USDT nas contas
Clientes da Bybit passaram a guardar mais Bitcoin e Ether na corretora, enquanto os saldos em USDT encolheram, de acordo com o 40º relatório de prova de reservas da empresa. O levantamento, com fotografia tirada em 23 de setembro às 3h (UTC), meia-noite no horário de Brasília, aponta US$ 19,6 bilhões em ativos principais cobertos, acima dos US$ 18,1 bilhões registrados no relatório de agosto.
No Bitcoin, os usuários somavam 56.131 BTC na plataforma, enquanto as carteiras da corretora guardavam 58.721 BTC, uma taxa de cobertura de 104%. O saldo dos clientes subiu 0,24% em relação a 26 de agosto e cresceu mais de 6.800 BTC desde junho de 2026, quando estava em 49.309 BTC.
Em reportagem do crypto.news, o Ether aparece com crescimento maior no mês. Os clientes detinham 551.868 ETH, alta de 2,96%, e a corretora mantinha 570.018 ETH em carteira, o que elevou a cobertura de 102% para 103%. O movimento no USDT foi o oposto: os saldos dos usuários recuaram 11,46%, para US$ 3,59 bilhões, contra cerca de US$ 3,96 bilhões nas carteiras, com cobertura de 110%, acima dos 105% de julho.
Outras stablecoins também chamaram atenção. Os saldos de USDe saltaram 62,41%, para cerca de 516 milhões de unidades. No USDC, os clientes tinham aproximadamente US$ 334,8 milhões, enquanto a corretora mantinha US$ 748,3 milhões, cobertura de 223%. O relatório acompanha agora 50 ativos, e dez foram incluídos em setembro: SUI, PUMP, LIT, CAP, SPX, ZEREBRO, XPL, USDTB, PENGU e ZRO, com coberturas entre 101% e 125%. O XPL tem a taxa mais alta, de 125%, seguido pelo LIT, com 121%.
A verificação usa uma árvore de Merkle, que permite a cada cliente conferir se seu saldo está incluído no cálculo, com código aberto e publicação dos endereços das carteiras para consulta na blockchain. A revisão independente é feita pela Hacken. O processo combina, assim, a conferência individual feita pelo próprio usuário com a análise de uma empresa externa. A Bybit publica esses relatórios desde dezembro de 2022.
O histórico recente explica o peso dado à transparência. Em fevereiro de 2025, a corretora sofreu um ataque que levou cerca de US$ 1,46 bilhão em ativos ligados ao Ether. Segundo a verificação da Hacken, as reservas voltaram a ficar integralmente cobertas em até 72 horas, e a empresa obteve recentemente apoio de um tribunal americano para rastrear os recursos roubados.
Para o brasileiro que usa corretoras internacionais, relatórios de prova de reservas são uma das poucas ferramentas para checar se a plataforma mantém em carteira pelo menos o que deve aos clientes. Eles não substituem uma auditoria completa, já que mostram uma fotografia de um momento específico, mas ajudam a acompanhar a evolução das reservas mês a mês.
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