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Parceria de mineração eólica no Texas cresce: Bitdeer amplia para 35 MW sua fatia no projeto da Soluna

Imagem de abertura da publicação em NewsBTC
Imagem reproduzida de NewsBTC. Autoria da imagem não identificada na fonte.

A empresa de data centers Soluna e a mineradora Bitdeer decidiram ampliar a parceria que mantêm no sul do Texas. Segundo o NewsBTC, as companhias anunciaram em 28/09/2026 a adição de aproximadamente 7 megawatts ao acordo no Project Kati 1, elevando a capacidade dedicada à Bitdeer de 28 MW para 35 MW.

A nova capacidade corresponde a cerca de 2,42 exahashes por segundo de poder computacional adicional. A conclusão da implantação está prevista para novembro de 2026. Com a expansão, a fase K1BC do projeto fica totalmente ocupada, ou seja, toda a capacidade reservada para essa etapa já tem destino definido, o que dá previsibilidade de uso à infraestrutura da Soluna.

O Project Kati 1 é uma instalação de 83 MW localizada no condado de Willacy, no sul do Texas, e conectada à geração eólica. A ligação com a geração eólica permite que a energia produzida na região seja usada para alimentar uma operação de computação intensiva como a mineração de bitcoin, atividade que depende de fornecimento elétrico contínuo e em grande escala.

Na divisão de papéis, a Bitdeer fornece e é dona das máquinas, do modelo Sealminer A2 Pro Air. A Soluna, por sua vez, entra com o terreno do data center, a energia e a infraestrutura de operação. Os resultados da mineração são divididos entre as duas empresas.

Esse arranjo difere dos contratos tradicionais de hospedagem, em que o dono do data center recebe uma remuneração fixa pelo espaço e pela energia. Aqui, a Soluna passa a ter exposição direta à produção de bitcoin gerada pelas máquinas instaladas. Isso significa que a receita da empresa acompanha tanto a cotação da criptomoeda quanto a dificuldade de mineração da rede. Para a Bitdeer, a vantagem é acessar infraestrutura pronta sem precisar desenvolver um novo local por conta própria.

O ritmo da parceria também chama atenção. O acordo original, de 28 MW, foi anunciado em agosto de 2026. A ampliação de 7 MW veio cerca de um mês depois, antes mesmo da conclusão da primeira implantação. Na leitura do NewsBTC, isso demonstra confiança na viabilidade do local.

O Brasil não aparece no acordo, mas o tema dialoga com discussões locais. O país tem forte presença de energia eólica, especialmente no Nordeste, e o debate sobre o uso de excedentes de energia renovável em atividades como mineração e data centers vem ganhando espaço. O modelo da Soluna mostra como esse tipo de parceria pode ser estruturado.

Para quem acompanha o mercado, a expansão indica que mineradoras seguem buscando capacidade nova, mesmo com a pressão sobre margens do setor. Modelos de receita compartilhada, como o adotado pela Soluna e pela Bitdeer, tendem a ganhar espaço porque distribuem riscos e ganhos entre quem tem energia e quem tem máquinas.

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Fonte: reportagem original publicada por NewsBTC. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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