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OranjeBTC estreia na B3 com 3.675 bitcoins e amplia corrida por tesourarias cripto no Brasil

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin Magazine
Imagem reproduzida de Bitcoin Magazine. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Com 3.675 bitcoins no balanço, avaliados em mais de US$ 444 milhões pela cotação da época, a OranjeBTC começou a ser negociada na B3 em 7 de outubro de 2025. A empresa, fundada por Guilherme Gomes, ex-executivo da gestora Bridgewater Associates, chegou à bolsa paulista por meio de uma incorporação reversa com a Intergraus, companhia que já estava listada. Após a operação, cerca de 85% das ações ficaram em livre circulação.

O volume de bitcoins coloca a OranjeBTC muito à frente da Méliuz, fintech que foi a primeira empresa listada no país a adotar uma estratégia de tesouraria em bitcoin e que, segundo a reportagem, detinha 605 BTC. A diferença mostra a rapidez com que o modelo ganhou escala no mercado brasileiro em poucos meses.

A estreia foi acompanhada de uma captação de US$ 210 milhões, associada ao Itaú BBA, braço de investimentos do Itaú, segundo a Bitcoin Magazine. A rodada atraiu nomes conhecidos do universo cripto e das finanças internacionais, como os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, o bilionário mexicano Ricardo Salinas, a FalconX, Adam Back, da Blockstream, além da Off the Chain Capital e da ParaFi Capital.

O modelo de negócios segue o caminho aberto pela MicroStrategy nos Estados Unidos: emitir dívida conversível para levantar recursos e usar o dinheiro na compra de bitcoin. Na prática, a ação passa a funcionar como um veículo de exposição à criptomoeda, com a diferença de que o investidor compra participação em uma empresa, com estrutura de capital, custos e decisões de gestão próprias. Esse formato ganhou popularidade entre empresas listadas em diferentes países e, com a OranjeBTC, passou a ter um representante de maior porte na bolsa brasileira.

Gomes também quer que a companhia tenha papel educativo. "Queremos ser um centro de informação e ajudar brasileiros e latino-americanos a entender o que é dinheiro, o papel de um ativo tangível e como o bitcoin funciona", afirmou. A proposta inclui uma plataforma de conteúdo voltada a acionistas e investidores institucionais, reforçando a intenção de ir além da simples acumulação de moedas e de atuar também na formação de um público mais familiarizado com o ativo.

Para o investidor brasileiro, a listagem cria mais uma forma de se expor ao bitcoin pela bolsa, ao lado de ETFs e outros produtos já disponíveis. A diferença é que a ação de uma tesouraria de bitcoin carrega riscos adicionais aos da própria criptomoeda, como o nível de endividamento, a diluição causada por novas emissões e a possibilidade de o papel negociar acima ou abaixo do valor dos bitcoins que a empresa possui. Quem avalia esse tipo de investimento precisa olhar não só para o preço do bitcoin, mas também para a forma como a companhia financia suas compras e para a governança que sustenta essa estratégia na América Latina.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin Magazine. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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