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Bitcoin

Menos de 1% dos bitcoins em circulação está aplicado para gerar rendimento nas blockchains

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin.com News
Imagem reproduzida de Bitcoin.com News. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Apenas 104.105 bitcoins, o equivalente a cerca de US$ 8,7 bilhões, estão hoje aplicados em estratégias produtivas dentro das blockchains. O volume representa 0,52% da oferta em circulação e indica que mais de 99% da criptomoeda segue fora das aplicações de finanças descentralizadas (DeFi) que geram rendimento. Os números constam de um relatório conjunto da Yield Basis e da Valueverse.

Conforme reportagem do Bitcoin.com News, a maior parte desse capital está concentrada em empréstimos, que respondem por 81% do Bitcoin produtivo. Staking e restaking somam 12%, a provisão tradicional de liquidez fica com 5,5% e os modelos com proteção contra perda impermanente representam 1,3%. Nas corretoras descentralizadas, cerca de 7.000 BTC estão alocados.

Boa parte desse uso passa por versões tokenizadas do Bitcoin, como WBTC, cbBTC e tBTC, que permitem levar a moeda para outras redes. O estudo contabiliza cerca de 218.000 unidades equivalentes a BTC nesses formatos, das quais apenas 35% estão hoje em uso produtivo. Ou seja, mesmo entre os detentores que já converteram o Bitcoin para circular em DeFi, a maior parte das moedas permanece parada.

O baixo retorno ajuda a explicar essa timidez. O relatório indica que o rendimento médio dos empréstimos de Bitcoin está em apenas 0,01%. Nos mercados de wrappers de BTC, os retornos considerados fundamentais ficaram entre 2,50% e 2,91% no primeiro semestre de 2026, enquanto os resgates de tokens de liquidez sem staking renderam entre 2,60% e 3,00%. Para muitos investidores, a relação entre risco e recompensa ainda não justifica tirar as moedas da carteira.

A própria Yield Basis, uma das autoras do levantamento, apresenta dados da sua operação. Desde o lançamento, o protocolo acumula US$ 4,32 bilhões em atividade agregada e gerou US$ 2,4 milhões em rendimento realizado, além de cerca de US$ 180.000 em ganhos com taxas ainda não realizados ao fim do segundo trimestre de 2026. O protocolo responde por 19% de todo o Bitcoin aplicado em corretoras descentralizadas. Como a empresa tem interesse direto no tema, esses números merecem ser lidos com essa ressalva.

As projeções do estudo apontam crescimento nos próximos anos. No cenário-base, o volume de Bitcoin em estratégias produtivas chegaria a 270.000 BTC até 2030; no cenário otimista, alcançaria 470.000 BTC. São estimativas das empresas responsáveis pelo relatório, e não resultados garantidos. Mesmo o patamar mais alto continuaria correspondendo a uma fração pequena da oferta total da criptomoeda.

Para o investidor brasileiro, o levantamento reforça uma característica marcante do Bitcoin: a maioria dos detentores prefere guardar a moeda a colocá-la para render em protocolos descentralizados. Quem avalia esse tipo de aplicação deve comparar com cuidado os retornos, que o próprio estudo mostra serem modestos, com os riscos assumidos ao transferir as moedas para contratos e plataformas de terceiros.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin.com News. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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