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Méliuz vira primeira empresa de tesouraria em Bitcoin da América Latina

Imagem de abertura da publicação em Bitcoinist
Imagem reproduzida de Bitcoinist. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Acionistas da Méliuz aprovaram por ampla maioria, em 15 de maio de 2025, a transformação da fintech brasileira em uma empresa de tesouraria em Bitcoin, a primeira desse tipo na América Latina. Logo após a votação, a companhia anunciou a compra de 274,52 BTC por US$ 28,4 milhões, com preço médio de US$ 103.604 por unidade, elevando suas reservas para 320 BTC, avaliados na época em mais de US$ 33 milhões.

A aquisição de maio não foi a primeira. Em 6 de março de 2025, a Méliuz já havia comprado 45,73 BTC, movimento que serviu como teste para a estratégia agora formalizada. Com a aprovação em assembleia, o Bitcoin deixa de ser uma aplicação pontual do caixa e passa a ocupar o centro da estratégia financeira da empresa.

A mudança foi celebrada pelo presidente do conselho, Israel Salmen, que chamou a data de "dia histórico" ao comentar a decisão dos acionistas. O caso foi noticiado pelo portal Bitcoinist, que detalhou os planos da companhia para os passos seguintes.

De acordo com a reportagem, a Méliuz pretende aumentar a quantidade de Bitcoin por ação, indicador usado por empresas desse modelo para medir quanto do ativo cabe a cada papel emitido. Para isso, a empresa planeja usar a geração de caixa das operações, estruturas corporativas e instrumentos financeiros escolhidos de forma seletiva. A administração também indicou que pretende escalonar as compras futuras, justamente para reduzir o impacto das aquisições sobre o preço de mercado.

A decisão acompanha um movimento visto em outros países. A reportagem cita o exemplo da DayDayCook, empresa listada nos Estados Unidos que adquiriu 100 BTC e estabeleceu metas de chegar a 500 BTC em seis meses e a 5.000 BTC em três anos. O modelo de tesouraria em Bitcoin ganhou força depois que companhias abertas passaram a usar o ativo como reserva de valor e como forma de atrair investidores interessados em exposição indireta à criptomoeda.

Para o investidor brasileiro, a notícia tem um efeito direto: a Méliuz, com ações negociadas na bolsa, passa a oferecer uma forma alternativa de exposição ao Bitcoin por meio da renda variável tradicional. Isso significa, porém, que o desempenho do papel tende a ficar mais ligado às oscilações da criptomoeda do que ao negócio original da empresa, conhecido pelos serviços de cashback. Quem já é acionista ou pensa em comprar as ações precisa considerar essa mudança de perfil de risco.

O caso também pode servir de referência para outras companhias abertas da região avaliarem estratégias semelhantes, abrindo um debate sobre governança, transparência e limites para o uso do caixa corporativo em ativos voláteis.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoinist. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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