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Inflação americana abaixo do previsto leva bitcoin a US$ 85,6 mil, mas alta se desfaz em poucas horas

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin.com News
Imagem reproduzida de Bitcoin.com News. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Dados de inflação mais fracos que o esperado nos Estados Unidos levaram o bitcoin a superar US$ 85.500 na manhã de quarta-feira (30), mas a alta durou pouco. Uma onda de vendas apagou a maior parte do ganho em seguida e deixou a criptomoeda apenas levemente no positivo, a poucas horas do fim de setembro.

Antes do salto, o bitcoin oscilava entre US$ 83.000 e US$ 83.500, padrão que se formou depois da queda a US$ 82.555 na segunda-feira (28). Entre a tarde de terça-feira e as primeiras horas de 30 de setembro, a moeda chegou a superar os US$ 83.500 algumas vezes, mas a pressão vendedora sempre a empurrou de volta para baixo dessa marca.

Pouco antes da divulgação do índice de preços de gastos com consumo, o PCE, o bitcoin recuperou os US$ 83.500 e chegou a US$ 83.700. Menos de uma hora depois, segundo dados da Bitstamp, atingiu a máxima do dia de US$ 85.600, mas caiu para US$ 84.350 ainda no meio da manhã. Na apuração do Bitcoin.com News, a moeda seguia acima de US$ 84.000 no momento da publicação, com alta diária de 1,3%. Com isso, entrava nas horas finais do mês com ganho de 7,3% em setembro e de 37% no terceiro trimestre.

A oscilação brusca teve reflexo no mercado de derivativos. Dados da Coinglass mostram que US$ 55 milhões em apostas na queda foram liquidados em quatro horas, contra US$ 27 milhões em posições compradas. Liquidação ocorre quando a corretora encerra à força uma posição alavancada porque a margem do investidor deixou de cobrir as perdas, o que tende a amplificar movimentos rápidos de preço.

O pano de fundo é a política de juros americana. Mesmo depois de uma alta recente de 0,25 ponto percentual, muitos analistas e apostadores de mercados de previsão esperam nova elevação. Sal Guatieri, economista sênior do BMO Capital Markets, resumiu essa visão: "Os dados de preços de agosto, menos ruins que o temido, podem dar ao Fed tempo para esperar mais informações e não mexer nos juros em 28 de outubro, mas a inflação ainda elevada e a resiliência do consumidor e da economia apontam para outra alta até o fim do ano".

Uma segunda alta colocaria o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em rota de colisão com o governo Trump e limitaria o potencial de valorização de ativos de risco como o bitcoin, avalia a reportagem. Entre os analistas gráficos, há quem projete nova queda antes da próxima perna de alta. O analista Ted Pillows comparou o momento ao início de 2023, quando o bitcoin passou por uma correção forte após confirmar o fundo do ciclo, e disse que a moeda poderia recuar para a faixa alta dos US$ 70.000 antes de voltar a subir.

Para o investidor brasileiro, o episódio mostra como indicadores de inflação dos Estados Unidos continuam movendo o bitcoin no curtíssimo prazo. As projeções de analistas citadas são opiniões, não certezas, e a próxima decisão do Fed, em 28 de outubro, tende a seguir no radar de quem acompanha a criptomoeda.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin.com News. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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