Indicador Supertrend vira para baixa no gráfico de 4 horas e bitcoin busca apoio acima de US$ 83 mil
Os sinais de curto prazo do bitcoin pioraram na segunda-feira, 28 de setembro. De acordo com análise publicada pelo crypto.news, o indicador Supertrend no gráfico de quatro horas virou para baixa, com referência em US$ 85.087, enquanto a criptomoeda testava a região de suporte próxima de US$ 83.000 depois de recuar de uma máxima recente acima de US$ 87.000.
No gráfico diário, o bitcoin era cotado perto de US$ 83.960 no momento da análise, com queda de 0,61% na sessão. Ainda assim, o quadro de prazo mais longo segue construtivo: o ativo continuava acima de todas as principais médias móveis. A de 20 dias estava em US$ 80.730, a de 50 dias em US$ 76.510, a de 100 dias em US$ 69.942 e a de 200 dias em US$ 71.176.
Os demais indicadores ajudam a calibrar o momento. O RSI diário marcava 62,83, patamar que indica força compradora sem configurar sobrecompra. Já o ADX de quatro horas estava em 14,74, leitura associada a um impulso fraco, ou seja, sem tendência bem definida no curto prazo. Na prática, a combinação sugere que o mercado perdeu fôlego depois do rali, mas sem sinais claros de reversão da tendência principal.
Na avaliação de Lacie Zhang, pesquisadora da Bitget Wallet ouvida pelo crypto.news, o recuo reflete realização de lucros após a alta e redução de posições compradas alavancadas. Ela também aponta a pressão de rendimentos mais firmes dos títulos do Tesouro americano e de um dólar mais forte. Para Zhang, a faixa entre US$ 81.500 e US$ 83.000, que funcionou como área de resistência no passado, passa agora a ser a zona crítica de suporte.
Um dos pilares que podem sustentar o preço durante a correção é o fluxo dos fundos negociados em bolsa. Os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos receberam cerca de US$ 2,39 bilhões em entradas líquidas entre 21 e 25 de setembro, com saldo positivo em todos os cinco pregões. Na segunda-feira da semana, o aporte foi de US$ 999 milhões e, na sexta, de US$ 134,5 milhões.
Zhang avalia que entradas contínuas nesses fundos poderiam dar sustentação ao bitcoin durante o recuo. A pesquisadora, porém, lista sinais de alerta que elevariam o risco de uma correção mais profunda: vários dias seguidos de saídas dos ETFs, nova alta do rendimento do título de 10 anos e um rompimento abaixo de US$ 82.000.
Para o investidor brasileiro que opera bitcoin em reais, a leitura técnica em dólar continua sendo a referência do mercado global, e níveis como US$ 82.000 e US$ 85.000 tendem a orientar também o comportamento da cotação nas corretoras locais, somados à variação do câmbio.
Para quem acompanha o mercado, o cenário é de disputa entre um curto prazo enfraquecido, marcado pela virada do Supertrend e pelo ADX baixo, e uma estrutura de médio prazo ainda positiva, com o preço acima das médias móveis. A região entre US$ 81.500 e US$ 83.000 e o comportamento dos ETFs aparecem como os termômetros mais observados nos próximos dias.
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