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Governo Lula prepara decreto para detalhar a Lei do Bitcoin no Brasil

Imagem de abertura da publicação em NewsBTC
Imagem reproduzida de NewsBTC. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Mudanças nas regras da Lei do Bitcoin, aprovada em novembro de 2022, entraram na pauta do governo federal em fevereiro de 2023. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preparava um decreto para modificar pontos da legislação sancionada ainda no governo de Jair Bolsonaro, que reconheceu o bitcoin como meio de pagamento e ativo de investimento no país.

Para conduzir o tema, o governo formou um grupo dedicado à regulação das criptomoedas. Participam Gabriel Galípolo, então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Marcos Pinto, secretário de Reformas Econômicas, com apoio técnico do Banco Central e da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários. A presença das duas autoridades financeiras indica que o decreto buscava conciliar a visão do governo com a das instituições que supervisionam o sistema.

O cronograma, porém, sofreu atraso. A expectativa inicial era de que o texto chegasse à Casa Civil no começo de fevereiro de 2023, mas o envio foi adiado. Segundo a reportagem do NewsBTC, ainda não havia data definida para a publicação no momento em que a matéria foi escrita.

Um dos pontos centrais da proposta era a segregação patrimonial. A ideia era obrigar corretoras e intermediárias de criptomoedas a separar os recursos dos clientes do dinheiro usado na operação da própria empresa. O tema ganhou urgência depois do colapso da FTX, quando a mistura entre os fundos dos usuários e os da companhia deixou clientes sem acesso aos seus ativos.

Havia ainda uma dúvida importante sobre quem seria o principal regulador do setor. O Banco Central vinha sendo apontado como o candidato natural, mas as críticas recentes do presidente Lula à autonomia da instituição criaram incerteza sobre esse desenho. A definição do órgão responsável era considerada decisiva para o funcionamento da lei na prática.

Para o leitor brasileiro, a discussão tinha efeito direto sobre a segurança do dinheiro aplicado em corretoras. A exigência de separar os recursos dos clientes funciona como uma proteção em caso de quebra da empresa, reduzindo o risco de que investidores sejam atingidos por problemas financeiros da plataforma. A escolha do regulador, por sua vez, determinaria o rigor da fiscalização e as regras de funcionamento das corretoras.

No mercado, o bitcoin era negociado perto de US$ 24.500 na data da reportagem. O debate sobre o decreto mostrava que a aprovação da lei em 2022 havia sido apenas o primeiro passo: a regulamentação detalhada, com definição de responsabilidades e mecanismos de proteção ao investidor, ainda estava em construção no início de 2023. Para quem mantinha recursos em corretoras, a publicação do decreto e a escolha do órgão fiscalizador eram os dois pontos a acompanhar nos meses seguintes.

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Fonte: reportagem original publicada por NewsBTC. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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