Estreante na B3, OranjeBTC compra mais 16 bitcoins e reforça caixa em BTC
Dezesseis bitcoins foram adicionados ao caixa da OranjeBTC pouco depois de a empresa começar a ser negociada na B3. A compra, anunciada em 13 de outubro de 2025, custou cerca de US$ 1,94 milhão, com preço médio de US$ 121.058 por unidade. A companhia é apresentada como a primeira empresa de capital aberto do Brasil dedicada exclusivamente ao bitcoin.
Com a nova aquisição, a OranjeBTC passou a deter 3.691 bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 389,07 milhões na época do anúncio. O custo médio da posição ficou em US$ 105.412 por moeda. A empresa informou ainda um rendimento em bitcoin de 1,5% no acumulado de 2025, indicador usado por esse tipo de companhia para medir quanto BTC foi acrescentado por ação ao longo do período.
A estratégia lembra a da Strategy, antiga MicroStrategy, empresa norte-americana que se tornou a maior detentora corporativa de bitcoin do mundo. Não por acaso, a Bitcoin Magazine chamou a OranjeBTC de "a Strategy da América Latina". Com a posição acumulada, a empresa é descrita como a maior detentora corporativa de bitcoin da região.
O projeto conta com apoio de nomes conhecidos do mercado. A companhia obteve US$ 210 milhões em financiamento com participação do Itaú, por meio do braço de investimentos Itaú BBA. Entre os investidores estão os irmãos Tyler e Cameron Winklevoss, o bilionário mexicano Ricardo Salinas, a FalconX, Adam Back, da Blockstream, além das gestoras Off the Chain Capital e ParaFi Capital. Eric Weiss, ex-banqueiro do Morgan Stanley e fundador do Blockchain Investment Group, faz parte do conselho.
O fundador Guilherme Gomes afirma que a proposta vai além de acumular a criptomoeda. "Queremos ser um centro de informação e ajudar brasileiros e latino-americanos a entender o que é dinheiro, o papel de um ativo tangível e como o bitcoin funciona", declarou. A empresa planeja lançar uma plataforma educacional para acionistas e investidores institucionais sobre as propriedades monetárias do bitcoin.
Para o investidor brasileiro, a chegada da OranjeBTC à bolsa cria uma nova forma de exposição ao bitcoin, por meio de ações negociadas em reais na B3, ao lado de alternativas como fundos e ETFs. A diferença é que, ao comprar a ação, o investidor fica exposto também à gestão da empresa, à sua estrutura de custos e à forma como ela financia novas compras, o que pode fazer o papel oscilar de modo diferente do próprio bitcoin.
Empresas desse modelo costumam ser negociadas com prêmio ou desconto em relação ao valor dos bitcoins que possuem, e esse indicador tende a variar conforme o apetite do mercado. Por isso, antes de investir, vale comparar o preço da ação com o valor do caixa em bitcoin por ação e entender os riscos de um negócio concentrado em um único ativo volátil, cujo desempenho depende fortemente do rumo da criptomoeda.
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