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Segurança

Corrida aos saques na Bitget: 4.098 BTC deixam a corretora na primeira hora após ataque de US$ 388 milhões

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin Magazine
Imagem reproduzida de Bitcoin Magazine. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Clientes da Bitget não perderam tempo quando a corretora voltou a liberar saques depois do ataque hacker que levou US$ 388 milhões em criptomoedas na semana anterior. Segundo a Bitcoin Magazine, em reportagem de Mathew Di Salvo publicada em 29/09/2026, 4.098 bitcoins foram retirados em apenas uma hora após a reabertura, o equivalente a cerca de US$ 334 milhões pelos preços do dia, em 9.585 ordens processadas.

Os saques foram retomados na terça-feira, 28 de setembro, e estão sendo liberados em fases. A CEO Gracy Chen afirmou que as retiradas se estabilizaram bastante ao longo do dia e que a maior parte das centenas de milhões de dólares em bitcoin sacados ocorreu justamente na primeira hora após a reabertura.

Sobre o ataque, a executiva explicou que os invasores exploraram vulnerabilidades em produtos de terceiros para roubar credenciais internas e, com elas, enviaram comandos de saque fraudulentos que contornaram os controles de risco. De acordo com a reportagem, o método é altamente consistente com padrões conhecidos de grupos hackers da Coreia do Norte. Os fundos mantidos em armazenamento a frio, as chamadas cold wallets, não foram atingidos.

A corretora afirmou que o incidente está contido e que não há possibilidade de novas transferências não autorizadas. Segundo a Bitcoin Magazine, este é o primeiro incidente de segurança desse tipo em oito anos de operação da empresa.

O impacto financeiro aparece com clareza no fundo de proteção da plataforma. Antes do ataque, a reserva somava US$ 464 milhões. Depois do episódio, caiu para menos de US$ 200 milhões. A Bitget informou que está usando recursos próprios para recompor esse fundo, que serve justamente para cobrir perdas de usuários em situações extremas.

A Bitget é a sexta maior corretora por volume de negociação, de acordo com o CoinGecko, com US$ 811 milhões negociados nas 24 horas anteriores à reportagem. A empresa tem sede em Victoria, nas Seychelles, e sua base de clientes é majoritariamente asiática. O volume sacado em uma hora, portanto, representa uma fatia expressiva da atividade diária da plataforma.

O episódio segue um padrão já conhecido no setor: após um ataque, mesmo quando a corretora garante que os recursos dos clientes estão preservados, parte dos usuários prefere retirar seus ativos assim que possível. Para investidores brasileiros que usam corretoras estrangeiras, o caso reforça a importância de acompanhar os comunicados oficiais da plataforma e entender como funcionam os fundos de proteção e a custódia dos ativos.

Para quem acompanha o mercado, o caso mostra dois lados. De um lado, a resposta rápida da Bitget e a recomposição do fundo de proteção com dinheiro próprio ajudam a sustentar a confiança. De outro, a velocidade dos saques revela como a confiança em corretoras centralizadas pode ser abalada em poucas horas, o que mantém a segurança e a autocustódia no centro do debate.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin Magazine. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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