Compradores levam Bitcoin de volta aos US$ 85 mil enquanto médias móveis sustentam viés de alta
O Bitcoin voltou a ser negociado acima de US$ 85.000 na manhã desta quarta-feira (30), em uma faixa entre US$ 84.890 e US$ 85.469, com alta de 0,4% em 24 horas. O movimento ocorre enquanto o mercado ainda digere o recuo a partir do pico de setembro, quando a criptomoeda chegou a US$ 87.374.
Conforme análise do Bitcoin.com News, assinada por Jamie Redman, a trajetória recente ajuda a dimensionar o ciclo. Do fundo registrado no fim de junho, em US$ 57.735, o Bitcoin subiu até a máxima de setembro. Entre 23 e 24 de setembro, recuou a partir de US$ 87.272 e encontrou um piso local em US$ 82.555 no dia 28, antes de retomar a recuperação.
Os níveis técnicos destacados pela publicação colocam o suporte na faixa entre US$ 82.555 e US$ 83.000. Do lado de cima, a primeira resistência aparece em US$ 85.500. Superar esse ponto com consistência seria o próximo teste para os compradores, enquanto uma perda do suporte reabriria espaço para correções, conforme a leitura técnica da fonte.
As médias móveis seguem favoráveis à alta. Das 15 acompanhadas, 13 indicam viés comprador, uma está neutra e uma aponta para baixo. A média exponencial de 10 períodos está em US$ 83.416, a de 20 em US$ 81.968 e a de 50 em US$ 77.784, enquanto as de 100 e 200 períodos estão em US$ 74.279 e US$ 74.417, respectivamente. Entre as médias simples, a de 10 períodos marca US$ 84.531, a de 50 está em US$ 77.274 e a de 200 em US$ 71.265, todas abaixo do preço atual.
Os osciladores pintam um quadro mais equilibrado. Dos 11 indicadores listados, dois sinalizam compra, oito estão neutros e um sinaliza venda. O índice de força relativa (RSI) está em 61, o estocástico em 69 e o CCI em 47. O ADX, que mede a força da tendência, marca 41, enquanto o MACD está em 2.082 e o Williams percent range em menos 32. O awesome oscillator aparece em 3.757, o indicador de momentum em 2.531 e o ultimate oscillator em 58. O conjunto sugere tendência ainda firme, mas sem sinais de euforia.
O ambiente macroeconômico também entrou na conta. O índice de preços PCE, medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve, apontou taxa anual de 3,4% em agosto, abaixo dos 3,7% registrados no mês anterior. A desaceleração da inflação costuma ser lida pelo mercado como um alívio para ativos de risco, como o Bitcoin.
Para o investidor brasileiro, os níveis de suporte e resistência em dólar servem como referência para acompanhar a cotação em reais, que também depende do câmbio. A leitura técnica, porém, não é previsão: os indicadores refletem o comportamento passado do preço e podem mudar rapidamente em um mercado conhecido pela volatilidade.
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