Com dinheiro de ações preferenciais, Strive adiciona 1.107 BTC e reserva passa de 27,4 mil moedas
Mais 1.107 bitcoins entraram no caixa da Strive entre 21 e 25 de setembro de 2026. Segundo o Decrypt, a empresa desembolsou cerca de US$ 94,5 milhões na operação, a um preço médio de US$ 85.396 por moeda, já incluídas as taxas. Com a nova compra, a reserva total chegou a 27.462 BTC, avaliada em aproximadamente US$ 2,3 bilhões.
O detalhe que chama atenção está na origem dos recursos. De acordo com a publicação, 85% do capital levantado no período veio da SATA, a ação preferencial emitida pela companhia. O número de ações SATA em circulação cresceu cerca de 1 milhão na semana, chegando a 12,2 milhões de papéis com valor nominal de US$ 100 cada, o que corresponde a US$ 1,22 bilhão em valor nocional. Ações preferenciais costumam ter prioridade no recebimento de dividendos em relação às ordinárias. As ações ordinárias classe A também aumentaram, em cerca de 649 mil unidades.
O CEO Matt Cole destacou uma fonte adicional de dinheiro: o exercício de warrants, títulos que dão direito à compra de ações, gerou mais US$ 12,4 milhões. Segundo o executivo, contando esses recursos, 85% do capital total teve origem na SATA. Além das compras de bitcoin, a empresa reforçou o caixa, que subiu US$ 19,2 milhões e chegou a US$ 248,8 milhões.
Com a posição atual, a Strive é a quinta maior detentora de bitcoin entre as empresas de capital aberto, atrás de Strategy, Twenty One Capital, Metaplanet e MARA. O Decrypt fez as contas: para alcançar a Twenty One Capital, que tem 43.514 BTC, até o fim do ano, a Strive precisaria comprar cerca de 1.235 moedas por semana, ritmo um pouco acima do registrado na última semana. Ou seja, a empresa teria de manter, por vários meses, compras semanais superiores à desta rodada, de 1.107 BTC.
A compra não foi um movimento isolado no setor. Na mesma semana, a Strategy informou a aquisição de 1.665 BTC por US$ 142,7 milhões, alcançando o recorde de 847.666 BTC em reservas. A publicação também mencionou que a Bitmine comprou 17.362 ETH, mostrando que empresas focadas em tesouraria cripto seguem ativas mesmo com o bitcoin abaixo das máximas recentes.
O modelo adotado pela Strive, de financiar as compras sobretudo com ações preferenciais, é semelhante ao usado por outras empresas de tesouraria de bitcoin e depende da disposição de investidores em comprar esses papéis. Enquanto houver demanda pelos títulos, a companhia consegue transformar a captação em novas aquisições da criptomoeda.
Para quem acompanha o mercado, as compras semanais de empresas como Strive e Strategy funcionam como um fluxo de demanda constante pelo bitcoin. O ponto a observar é a sustentabilidade desse ritmo, que está ligada à capacidade de captar recursos no mercado de capitais. Uma eventual escalada da Strive no ranking de detentoras corporativas depende justamente de manter ou acelerar essas emissões nos próximos meses.
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