Carteira parada desde 2011 movimenta 20,43 BTC e revela ganho de mais de 2.000.000%
Esquecidos desde maio de 2011, 20,43 bitcoins voltaram a circular nesta quarta-feira (30), encerrando um período de 15,4 anos sem nenhuma movimentação. Com a criptomoeda negociada na casa de US$ 83 mil, o lote vale hoje cerca de US$ 1,7 milhão. O contraste com o custo original impressiona: as moedas foram obtidas quando o Bitcoin valia entre US$ 3 e US$ 4, o que significa que algo em torno de US$ 70 se transformou em uma pequena fortuna, com valorização superior a 2.000.000%.
A análise publicada pelo Bitcoin.com News reconstruiu a trajetória do endereço. As duas saídas gastas agora chegaram à carteira em maio de 2011: uma de 10,1 BTC, em 1º de maio, e outra de 10,33 BTC, em 8 de maio. Ao longo de toda a sua existência, o endereço recebeu 429,88 BTC, distribuídos em 43 pagamentos diferentes, o que mostra que o lote movimentado agora é apenas uma fração do que passou por ali.
A origem desses pagamentos ajuda a entender o perfil do dono. As remessas vieram da Braiins Mining, antes conhecida como Slush Pool, entre fevereiro e maio de 2011, com cerca de 10 BTC por pagamento. Pools de mineração reúnem o poder computacional de vários participantes e dividem as recompensas entre eles, e a carteira recebia periodicamente sua parte nessa divisão nos primeiros anos da rede.
O histórico também aparece ligado a dois nomes emblemáticos daquela época. Um endereço de depósito identificado como pertencente à Mt. Gox, a antiga corretora cujos credores ainda aguardam pagamentos, recebeu transferências dessa carteira. Além disso, uma transação de outubro de 2011 foi associada ao Silk Road, o mercado online que operava com Bitcoin naquele período, o que explica a referência à era do Silk Road no título da reportagem original.
A movimentação em si foi simples e barata. As moedas foram divididas em quatro partes, de 5,2 BTC, 5,13 BTC, 5 BTC e 5,1 BTC, e as taxas pagas na rede foram de 300 e 726 satoshis, valor inferior a US$ 1. Para efeito de comparação, a publicação lembra outra baleia, dona de uma carteira de 2019, que transferiu 4.500 BTC, cerca de US$ 378 milhões, pagando aproximadamente US$ 1 em taxas.
O momento chama atenção porque a movimentação ocorre um mês antes do prazo de 31 de outubro de 2026 para o pagamento aos credores da Mt. Gox. O administrador judicial ainda controla cerca de 34.504 BTC, depois de ter movido 10.422 BTC em junho. Não há, no material publicado, indicação de que as moedas da carteira antiga tenham relação com esses repasses ou de que tenham sido enviadas para venda em alguma corretora.
Para o leitor brasileiro, o episódio ilustra dois pontos. O primeiro é o tamanho da valorização acumulada por quem entrou no Bitcoin em seus primeiros anos. O segundo é que o mercado acompanha de perto o despertar de carteiras antigas e os repasses da Mt. Gox, porque grandes volumes de moedas que mudam de mãos podem ganhar peso na leitura de oferta disponível nas próximas semanas.
O que você achou desta notícia?
+
Carregando reações dos leitores…
Mais conteúdos para você
Do mesmo assunto e outras leituras recentes do arquivo.
Alta nos custos da indústria americana reacende debate sobre juros e pesa sobre o Bitcoin
Bitcoin · CryptoSlate
Block, de Jack Dorsey, aposta em publicidade na TV e no cinema para incentivar compras em Bitcoin
Bitcoin · Bitcoin Magazine
Citigroup eleva projeção para o Bitcoin a US$ 113 mil e passa a prever entradas bilionárias em ETFs
Bitcoin · Bitcoin.com News
Fundos de Bitcoin nos EUA recuperam terreno e ficam a US$ 5 bilhões do pico histórico de captação
Bitcoin · CryptoSlate
Juros em alta e pagamentos feitos por agentes de IA reforçam tese do Bitcoin como dinheiro, avalia editor
Bitcoin · CryptoSlate
Outubro começa com histórico favorável ao Bitcoin, mas juros americanos testam o otimismo
Bitcoin · Decrypt