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Brasil estuda levar projetos de lei de iniciativa popular para a blockchain Ethereum

Imagem de abertura da publicação em NewsBTC
Imagem reproduzida de NewsBTC. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Assinaturas de projetos de lei de iniciativa popular podem migrar do papel para a blockchain. Em janeiro de 2018, legisladores brasileiros avançavam com uma proposta para registrar esse tipo de petição na rede Ethereum, com o objetivo de tornar mais segura e verificável a coleta de apoios entre os eleitores do país.

O mecanismo de iniciativa popular permite que cidadãos proponham leis por meio da coleta e verificação de assinaturas sobre temas sociais e políticos. O desafio é a escala: o Brasil tem 145 milhões de eleitores registrados, espalhados por um território extenso, o que torna a logística de recolher e conferir assinaturas bastante complexa.

O sistema atual, baseado em papel, exige que o eleitor assine fisicamente os documentos, o que dificulta a checagem de autenticidade. O professor de Direito da Universidade de Brasília Henrique Costa resumiu a dificuldade: "Em parte, isso se deve à ausência de uma plataforma capaz de coletar com segurança as assinaturas de um por cento dos eleitores". A exigência mínima de apoio torna a verificação manual um obstáculo prático.

A solução proposta envolve um aplicativo para celular baseado em contratos inteligentes da Ethereum. As assinaturas seriam criptografadas, transformadas em hash e registradas na blockchain, permitindo que cada cidadão conferisse se o seu apoio foi contabilizado corretamente. Os contratos inteligentes acompanhariam a contagem de votos de cada petição, e o caráter imutável dos registros impediria manipulações. A reportagem do NewsBTC menciona ainda que o sistema criaria um token digital próprio para o processo.

A ideia se apoia em uma das características mais citadas da tecnologia: a transparência de registros que não podem ser alterados depois de gravados. Em vez de depender apenas da conferência de documentos físicos, a proposta permitiria auditoria pública, com cada assinatura deixando um rastro verificável na rede.

Para o leitor brasileiro, o projeto ilustra uma aplicação da blockchain que vai além do investimento em criptomoedas. Usar a tecnologia para fortalecer a participação democrática poderia facilitar a apresentação de propostas pela sociedade e aumentar a confiança no processo de coleta de apoios. Ao mesmo tempo, iniciativas desse tipo dependem de adesão dos eleitores ao aplicativo e de garantias sobre a privacidade dos dados.

Em 2018, a proposta ainda estava em fase de discussão, e a reportagem não trazia prazo para sua implementação. O caso, porém, mostrava o interesse de parte do poder público brasileiro em testar a blockchain em áreas sensíveis, como a organização da participação popular no processo legislativo. Caso avançasse, o modelo poderia servir de referência para outras formas de consulta pública que hoje dependem de papel e de conferência manual.

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Fonte: reportagem original publicada por NewsBTC. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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