Maiores detentores do memecoin de Trump são convidados para novo jantar com o presidente em novembro
Investidores do memecoin $TRUMP terão uma nova chance de jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os responsáveis pelo token passaram a divulgar um "jantar de gala" marcado para 22 de novembro no Trump National, clube privado do presidente na região de Washington, D.C., reservado aos 185 maiores investidores registrados da moeda.
O status VIP, definido pelo nível de envolvimento de cada investidor com o token, será travado em 12 de novembro, de acordo com o site que organiza os eventos ligados ao $TRUMP. A empresa que administra o memecoin chama o encontro de "o jantar mais exclusivo do mundo" e anuncia que três "lendas" vão se juntar ao presidente, embora os nomes ainda não tenham sido revelados. Os principais VIPs também vão receber presentes, como um pôster comemorativo e uma "fragrância TRUMP". Pelos dados de registro, os maiores investidores têm centenas de milhares de moedas cada.
A divulgação traz um aviso explícito: "Nenhum participante terá direito a um encontro privado com o presidente". A ressalva responde a frustrações anteriores, já que, nos eventos passados, Trump compareceu, mas os convidados não tiveram reuniões pessoais com ele.
A reação do mercado foi rápida e curta. Conforme a CoinDesk, quando o jantar foi anunciado, o preço do token subiu cerca de 10%, para US$ 2,25, mas depois voltou aos níveis recentes de negociação. O valor segue muito distante da máxima histórica, de aproximadamente US$ 74. Desde o lançamento do memecoin, pouco antes da posse de Trump, os investidores acumularam perdas de bilhões de dólares.
Essas perdas ganharam espaço no debate sobre o Digital Asset Market Clarity Act, projeto do Senado que define a estrutura do mercado cripto no país. Parlamentares democratas, preocupados com as participações de Trump em criptomoedas, exigiram regras para limitar os vínculos de altos funcionários do governo com ativos digitais. As negociações fracassaram e o projeto não avançou no mês passado. Trump chegou a sinalizar disposição para colocar seus ativos cripto em um fundo cego ou se desfazer deles, mas o acordo caiu junto com o projeto.
Os jantares do memecoin já renderam críticas antes. O primeiro evento foi realizado no clube de golfe de Trump na região de Washington e atraiu manifestantes, entre eles democratas do Congresso, que acusaram o presidente de corrupção enquanto convidados não identificados chegavam ao local. Em abril, Trump promoveu ainda uma conferência para detentores do token em Mar-a-Lago, na Flórida, que teve o ex-boxeador Mike Tyson entre os palestrantes. Parlamentares democratas classificam esse tipo de encontro como corrupção explícita, por oferecer acesso político a quem mais investe.
Para quem acompanha o mercado de memecoins, o episódio mostra como anúncios de eventos podem provocar altas rápidas que não se sustentam. O salto de 10% se desfez em pouco tempo, enquanto o token continua com forte desvalorização em relação ao pico, um lembrete do risco elevado que acompanha esse tipo de ativo, muito sensível a anúncios e campanhas promocionais.
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