Bitwise domina e fundos de Solana nos EUA têm a melhor semana de captação desde a estreia
Sete fundos de índice de Solana negociados nos Estados Unidos registraram entradas líquidas na semana encerrada em 25 de setembro de 2026, e juntos somaram US$ 188 milhões, o maior volume semanal desde que esses produtos começaram a operar. Os ETFs, sigla para fundos negociados em bolsa, permitem que investidores ganhem exposição ao preço do SOL comprando cotas na bolsa, sem precisar guardar a criptomoeda diretamente.
A liderança ficou com o BSOL, da Bitwise, que captou cerca de US$ 128 milhões, o equivalente a aproximadamente 68% do total da semana. Só na sexta-feira, o fundo recebeu perto de US$ 56 milhões, um recorde diário para o grupo.
Os demais também contribuíram. O GSOL, da Grayscale, atraiu US$ 28 milhões, dos quais US$ 19 milhões na sexta. O FSOL, da Fidelity, somou US$ 18 milhões. Os produtos de Morgan Stanley, VanEck, Franklin Templeton e 21Shares, juntos, adicionaram US$ 14 milhões.
A sexta-feira, aliás, concentrou boa parte do movimento. As entradas de US$ 87 milhões naquele dia responderam por quase metade do volume semanal e representaram a maior captação diária desde o lançamento dos fundos.
O bom momento não se restringiu à Solana. Na mesma semana, os ETFs de bitcoin à vista nos EUA receberam cerca de US$ 2,4 bilhões, enquanto os produtos de ether acrescentaram aproximadamente US$ 690 milhões. Os números mostram entradas relevantes também nos fundos ligados às duas maiores referências do mercado cripto.
A força da Bitwise nesse segmento não é novidade. Desde a estreia dos ETFs de Solana, o BSOL responde por cerca de US$ 1,2 bilhão dos US$ 1,6 bilhão em entradas líquidas acumuladas pelo grupo, o que corresponde a cerca de 76% de todo o fluxo. Em outras palavras, a cada quatro dólares que entraram nesses fundos, três foram parar no produto da gestora.
O entusiasmo dos fundos contrasta com o preço do ativo. Na manhã de segunda-feira no horário asiático, o SOL era negociado perto de US$ 119, cerca de 60% abaixo do recorde histórico, próximo de US$ 293. Quem comprou no topo, portanto, ainda acumula perdas expressivas.
No lado técnico, a rede prepara uma mudança importante. Os desenvolvedores testam o Alpenglow, atualização que pretende reduzir o tempo de finalização dos pagamentos de cerca de 12,8 segundos para algo em torno de 150 milissegundos. Na sexta-feira, a atualização chegou ao segundo ambiente público de testes da rede.
Para o investidor brasileiro, o avanço dos ETFs de Solana nos EUA mostra que o interesse por produtos regulados vai além do bitcoin e do ether. A combinação de entradas recordes com um preço ainda muito abaixo do topo indica que parte dos investidores enxerga oportunidade no patamar atual, embora isso não represente garantia de recuperação da cotação.
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