Vazamentos indicam assinatura de US$ 500 mensais no ChatGPT com foco em velocidade
Quinhentos dólares por mês. Esse seria o preço de uma nova modalidade de assinatura do ChatGPT que a OpenAI estaria preparando, de acordo com vazamentos reunidos pelo Decrypt. Batizado de Pro Max, o plano custaria 25 vezes mais que o ChatGPT Plus, de US$ 20, e o dobro do nível Pro, de US$ 200, lançado em dezembro de 2024.
A primeira pista surgiu em 24 de setembro de 2026, quando o pesquisador independente Tibor Blaho encontrou referências ao plano em registros ocultos no código do serviço. Em seguida, o rastreador de vazamentos TestingCatalog confirmou a descoberta, e capturas de tela publicadas por usuários exibiram o valor de US$ 500. Uma conta identificada como Chetaslua também divulgou imagens da interface com o nome da categoria e suas especificações.
Pelo que se sabe até agora, o principal diferencial do Pro Max seria o ganho de velocidade em duas ferramentas da OpenAI. A primeira é o Work, voltado a tarefas de pesquisa e redação que envolvem várias etapas. A segunda é o Codex, agente que escreve e corrige software de forma autônoma. Os vazamentos mencionam ainda o limite máximo de memória disponível e 100 GB de armazenamento de arquivos.
Outro elemento que chamou atenção foi a possível participação da Cerebras, fabricante de chips de dimensões muito maiores que as convencionais. A empresa afirma que seus processadores são 21 vezes mais rápidos que o B200, da Nvidia, custando um terço do preço. Segundo a reportagem, isso levanta uma dúvida: se o hardware é mais rápido e mais barato, por que justificaria um acréscimo de US$ 300 em relação ao plano Pro já existente?
A expectativa é que o anúncio oficial, caso se confirme, ocorra no DevDay, conferência da OpenAI para desenvolvedores marcada para 29 de setembro de 2026. O evento já foi usado em outras ocasiões para apresentar novas faixas de preço, o que reforça essa leitura. Até o momento, a empresa não confirmou publicamente a existência do plano, e as informações vêm apenas de vazamentos.
A movimentação acontece em um mercado cada vez mais disputado entre as grandes empresas de inteligência artificial. A Anthropic oferece o Claude Max por valores entre US$ 100 e US$ 200 mensais, enquanto o Google reduziu o preço do plano AI Ultra para US$ 100 por mês, depois de cobrar US$ 250 anteriormente. Nesse cenário, um plano de US$ 500 colocaria a OpenAI no topo da tabela de preços entre os serviços voltados ao consumidor.
Para quem acompanha o setor no Brasil, a conversão ajuda a dimensionar a proposta: uma assinatura desse porte, paga em dólar, ficaria bem acima do que a maioria dos usuários individuais costuma gastar com ferramentas digitais, o que indica um público formado principalmente por profissionais e empresas que dependem intensamente de automação, programação e pesquisa. A tendência de criar planos cada vez mais caros e segmentados também sinaliza que as empresas de IA buscam extrair mais receita de usuários avançados, enquanto mantêm opções de entrada mais acessíveis.
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