₿bitcoinhoje.Comece por aqui
Mercado⇄ ConverterCalculadoras+ Como comprar◇ Segurança
← Voltar ao Trend e pesquisar

Mercado

Receita Federal passa a exigir relatórios mensais de exchanges de criptomoedas no Brasil

Imagem de abertura da publicação em NewsBTC
Imagem reproduzida de NewsBTC. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Exchanges de criptomoedas que operam no país passaram a ter a obrigação de enviar relatórios mensais à Receita Federal sobre as operações de compra e venda realizadas em suas plataformas. A exigência foi noticiada no início de novembro de 2018 e tem como objetivo, nas palavras do órgão, "verificar o cumprimento tributário, aprimorar o combate à lavagem de dinheiro e à corrupção e aumentar a percepção de risco dos contribuintes que pretendem sonegar impostos".

A medida chegou em um momento de crescimento acelerado do mercado. Os números reunidos pela NewsBTC mostram a escalada do volume negociado nas corretoras brasileiras: R$ 44,8 milhões em 2014, R$ 113 milhões em 2015, R$ 363,2 milhões em 2016 e R$ 8,3 bilhões em 2017, cerca de US$ 2,25 bilhões. No mesmo ano de 2017, o número de contas em corretoras de criptomoedas chegou a superar o de contas de investidores na bolsa de São Paulo.

A movimentação diária também era expressiva. Em 10 de julho de 2018, o Mercado Bitcoin negociou R$ 3,1 milhões, cerca de US$ 840 mil. A Bitcointrade movimentou R$ 2,2 milhões, a Foxbit, R$ 1,2 milhão, a Bitcointoyou, R$ 974 mil, e a BrasiliEX, R$ 790 mil. Os dados ajudam a dimensionar o volume de informações que passaria a chegar ao Fisco a cada mês.

A reportagem também lembrou as regras de tributação sobre ganhos com moedas digitais, com alíquotas que vão de 15% para valores de até R$ 5 milhões até 22,5% para ganhos a partir de R$ 30 milhões. Com os relatórios das corretoras, a Receita passa a ter uma forma de cruzar as operações informadas pelas empresas com o que cada contribuinte declara.

O movimento brasileiro seguiu uma tendência internacional. A publicação citou a Austrália, que passou a exigir que as corretoras informassem a identidade dos usuários para fins de combate à lavagem de dinheiro, e a Coreia do Sul, que cobrava 24% da receita das exchanges em impostos. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também havia publicado orientações recomendando que gestores de fundos operassem apenas com intermediários regulados, contratassem auditores independentes e adotassem medidas para identificar ativos digitais fraudulentos.

Para o investidor brasileiro, a principal consequência foi o fim da ideia de que operações com criptomoedas passavam despercebidas pelo Fisco. Com as corretoras nacionais repassando dados todos os meses, quem obtém lucro com a venda de moedas digitais precisa apurar os ganhos e recolher o imposto devido, sob o risco de cair na malha fina. A exigência também reforçou a importância de guardar comprovantes de compra e venda, já que o histórico das operações passa a ser a base para calcular corretamente o que deve ser declarado.

O que você achou desta notícia?

+

Carregando reações dos leitores…

Fonte: reportagem original publicada por NewsBTC. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

Isenção de responsabilidade: As análises, opiniões e informações publicadas pelo BitcoinHoje têm caráter informativo e são produzidas com base em dados, fontes e referências consideradas relevantes no momento da publicação. Ainda assim, o mercado pode mudar rapidamente, e recomendamos que cada leitor faça sua própria pesquisa e avaliação antes de tomar qualquer decisão. Investimentos envolvem riscos, e eventuais decisões tomadas com base em nossas publicações são de responsabilidade do próprio leitor.

BITCOINHOJE / APRENDA

Buscar no BitcoinHoje