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Polícia Federal bloqueia até R$ 1 bilhão de rede de tráfico no Brasil que usava corretoras de cripto

Imagem de abertura da publicação em crypto.news
Imagem reproduzida de crypto.news. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Cocaína escondida em cargas de café, cimento e argamassa, empresas de fachada e corretoras de criptomoedas compõem o retrato da rede criminosa alvo da Operação Commodity, deflagrada pela Polícia Federal e noticiada em 27 de julho de 2026. A investigação mira uma organização suspeita de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, e a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 1 bilhão em bens de investigados e de empresas ligadas a eles.

A ação alcançou quatro estados brasileiros. Foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão, com nove pessoas presas. A operação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, a FICCO, em São Paulo e em Minas Gerais. Durante o cumprimento dos mandados, um suspeito morreu após troca de tiros com policiais no município de Igaratá, no interior paulista. Nenhum agente ficou ferido.

De acordo com os investigadores, o grupo enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para países europeus desde 2021. A droga era ocultada em compartimentos escondidos em cargas de café, cimento e argamassa, e também passava por alterações químicas para dificultar a detecção. A rede teria ligação com duas organizações criminosas brasileiras e mantinha uma cadeia logística internacional que se estendia pela América do Sul, pela Europa e pela Ásia.

A parte financeira do esquema é a que interessa ao mercado cripto. Conforme a reportagem do crypto.news, os investigadores apontaram o uso de corretoras de criptomoedas como um dos mecanismos para ocultar a origem do dinheiro, ao lado de empresas de fachada, compra de bens de luxo e imóveis. As autoridades, porém, não informaram quais criptomoedas foram usadas nem se as corretoras sabiam que estavam intermediando recursos ilícitos. Essa lacuna é relevante, porque a simples menção a plataformas de cripto não significa que elas tenham participado conscientemente do crime.

O caso brasileiro aparece em meio a um movimento internacional de maior escrutínio sobre o uso de ativos digitais em crimes financeiros. A reportagem cita que o Paquistão criou uma unidade dedicada a investigações envolvendo cripto, que a Turquia denunciou 504 pessoas em um esquema bilionário de lavagem com transações em criptomoedas, que a China propôs reforçar sua estrutura de fiscalização e que a Irlanda classificou o setor como risco "muito significativo" de lavagem, com planos de padrões mais rígidos até meados de 2027.

Para o leitor brasileiro, a operação reforça por que o país vem apertando as regras para prestadoras de serviços de ativos virtuais. Exigências de identificação de clientes, monitoramento de transações e comunicação de operações suspeitas tendem a ficar mais rigorosas, o que pode significar mais checagens e pedidos de documentação para usuários comuns. Por outro lado, casos como esse também mostram que o rastro deixado por transações em blockchain e pelos cadastros das corretoras pode ser usado pelas autoridades para seguir o dinheiro, algo que a própria investigação indica ter feito ao mapear os canais de lavagem.

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Fonte: reportagem original publicada por crypto.news. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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