Open USD estreia em quatro redes com Chainlink como oráculo e mais de US$ 1 bilhão de liquidez inicial
Pagamentos em dólar digital ganharam mais um competidor de peso com a estreia do Open USD, ou OUSD, stablecoin lançada pela Open Standard. O token entrou em operação em 30 de setembro de 2026 nas redes Base, Ethereum, Solana e Tempo, com a Chainlink como oráculo oficial de dados e mais de US$ 1 bilhão em liquidez de lançamento aportada por cinco parceiros fundadores: Coinbase, Mastercard, Shopify, Stripe e Visa.
A emissão fica a cargo da Bridge Building Inc., empresa controlada pela Stripe. O comando da Open Standard está com Zach Abrams, cofundador da Bridge, que atua como diretor executivo em tempo integral. As reservas que lastreiam o token ficam sob custódia de BlackRock, Lead Bank e BNY, com atestados mensais divulgados por meio da Bridge. A conversão entre dólar e OUSD é feita na proporção de um para um, sem taxas de emissão ou de resgate.
O desenho de distribuição prevê quatro caminhos de acesso. A Stripe oferece orquestração de pagamentos, carteiras, cartões, câmbio e entrada e saída em moeda fiduciária. A Mastercard participa por meio da BVNK. A Visa disponibiliza o token em sua plataforma de stablecoins, ainda em fase beta e com restrições. A Coinbase cuida de conversões, custódia, negociação, financiamento e pagamentos, e liberou o acesso a partir de 1º de outubro. BVNK, Stripe e a plataforma da Visa já estavam disponíveis desde o lançamento.
Conforme o crypto.news, a Chainlink dará suporte a garantias, negociação, empréstimos, produtos de margem, pools de formadores automáticos de mercado e cofres de rendimento que utilizem o OUSD. No campo das finanças descentralizadas, a Aave Labs propôs aceitar o token em seus mercados de empréstimo, mas os feeds de produção da Chainlink e os parâmetros de risco ainda estão pendentes. As primeiras plataformas a listar a stablecoin são Coinbase, Kraken e Uniswap.
A rede de apoio vai além dos fundadores. Mais de 200 instituições financeiras integram o ecossistema, e a Securitize entrou como parceira de rede. A amplitude das parcerias, que reúne bandeiras de cartão, uma grande corretora cripto, uma plataforma de comércio eletrônico e uma processadora de pagamentos, mostra a aposta do projeto em levar o token tanto ao varejo quanto ao mercado financeiro tradicional.
Do lado regulatório, a Bridge recebeu aprovação condicional preliminar do OCC, o órgão americano que supervisiona bancos nacionais, para constituir o Bridge National Trust Bank. A autorização definitiva, porém, ainda depende do cumprimento de exigências prévias à abertura da instituição.
Para o leitor brasileiro, o lançamento interessa porque envolve empresas com presença relevante no país, como Visa, Mastercard e Stripe, que podem servir de porta de entrada para o token. Por enquanto, o material divulgado não menciona disponibilidade específica do OUSD no Brasil, e o acesso depende das plataformas parceiras e das regras locais de cada mercado.
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