Novo modelo intermediário da Anthropic passa o topo de linha em testes de programação e custa metade
A Anthropic colocou no mercado o Claude Sonnet 5.5 na segunda-feira, 28 de setembro de 2026. O novo modelo de inteligência artificial é uma atualização da versão do Sonnet 5 lançada em junho e traz melhorias de desempenho em diversos testes de referência, com destaque para tarefas de programação.
O preço permanece igual ao da versão anterior: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens são as pequenas unidades de texto processadas pelos modelos de linguagem, e a cobrança por uso é feita com base nelas. Com esses valores, o Sonnet 5.5 custa metade do Opus 5.5, modelo mais avançado da empresa, que cobra US$ 4 e US$ 20, respectivamente.
Nos testes internos da Anthropic, o Sonnet 5.5 alcançou 70,6% no Terminal-Bench 4.0, avaliação voltada a tarefas executadas em terminal de computador, superando os 66,4% obtidos pelo Opus 5.5. A empresa independente de testes Artificial Analysis confirmou a vantagem, embora com pontuações um pouco menores para os dois modelos: 63,6% para o Sonnet 5.5 e 59,6% para o Opus 5.5. A posição relativa entre eles, portanto, se manteve.
Em outra medição, o GDPval-AA, que busca avaliar o desempenho em trabalhos profissionais do mundo real, os dois modelos praticamente empataram. O Sonnet 5.5 marcou 1844 pontos, contra 1846 do Opus 5.5.
A própria Anthropic descreveu o perfil de uso ideal do novo modelo. Segundo a empresa, o Sonnet 5.5 se sai melhor em tarefas cotidianas bem delimitadas, na correção de erros em código e na criação de documentos, apresentações e planilhas bem acabados. A companhia também informou que o modelo roda mais de 30% mais rápido do que seu antecessor.
Há, porém, uma contrapartida relevante. O consumo de tokens chamou atenção nos testes. Nas configurações de esforço máximo, o Sonnet 5.5 gerou cerca de 193 mil tokens por tarefa, volume bem acima do registrado por modelos concorrentes. Com isso, o custo por tarefa ficou em torno de US$ 7,60. Na prática, o preço menor por token nem sempre se traduz em uma conta final mais barata, já que o modelo pode usar muito mais tokens para chegar ao resultado.
Para o público brasileiro, a notícia interessa especialmente a desenvolvedores, empresas e projetos que usam inteligência artificial em seus produtos, incluindo iniciativas ligadas a blockchain e criptomoedas, em que a automação de programação e a análise de código têm ganhado espaço. Como a cobrança é feita em dólar, a relação entre preço e eficiência pesa ainda mais no orçamento de quem paga em reais e precisa lidar com a variação do câmbio.
A disputa entre modelos de uma mesma empresa também mostra como o mercado de IA vem mudando rapidamente, com versões intermediárias alcançando, em algumas tarefas, o nível das opções mais caras.
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