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Nova stablecoin OUSD chega com apoio de Stripe, Visa e Coinbase para disputar espaço de USDT e USDC

Imagem de abertura da publicação em CryptoSlate
Imagem reproduzida de CryptoSlate. Legenda da fonte: Image by CryptoSlate

Com cerca de US$ 468 milhões em circulação logo na estreia, a stablecoin Open USD, conhecida pela sigla OUSD, chegou ao mercado com uma aposta ambiciosa: usar a rede de pagamentos da Stripe e o apoio de mais de 200 parceiros para tirar espaço do USDT, da Tether, e do USDC, da Circle, que hoje dominam o segmento de dólares digitais.

O lançamento ocorreu na quarta-feira (30) em quatro redes ao mesmo tempo: Tempo, Base, Ethereum e Solana. Mais de US$ 400 milhões em liquidez foram distribuídos entre corretoras descentralizadas e pontes. Os dados de reservas mostravam US$ 468,45 milhões em ativos de lastro, divididos entre US$ 257,2 milhões em dinheiro e US$ 211,2 milhões em títulos do Tesouro americano e fundos de curto prazo do mercado monetário.

O principal trunfo é a distribuição. Segundo a análise publicada pelo CryptoSlate, a Stripe processou US$ 1,9 trilhão em volume total em 2025, alta de 34% sobre o ano anterior, o equivalente a cerca de US$ 158 bilhões por mês. A oferta atual da OUSD representa menos de 0,3% desse volume mensal, o que mostra o tamanho do espaço a ser ocupado caso a adoção ganhe ritmo.

A Stripe passou a oferecer a moeda em partes da sua estrutura de pagamentos, como Stripe Treasury, Global Payouts e Payments, além de cartões lastreados em stablecoins, sempre sujeitos à disponibilidade de produto e de região. A Visa oferece acesso em versão beta restrita, com uma API ainda por vir. A Mastercard anunciou distribuição futura por meio da BVNK, sem prazo confirmado, e a Coinbase passou a dar suporte à rede nesta quinta-feira (1º).

A iniciativa é organizada pela Open Standard, que reuniu mais de 200 instituições financeiras, fintechs, bancos e empresas como parceiros. Entre os fundadores estão Stripe, Visa, Mastercard, Coinbase e Shopify. A emissão e o resgate em dólar ocorrem na proporção de um para um, sem cobrança, mas as transações carregam taxas da Open Standard que não foram especificadas.

O modelo econômico também tenta se diferenciar. Patrick Collison, da Stripe, afirmou que a Open Standard foi desenhada para que a maior parte do rendimento das reservas volte aos parceiros participantes, em vez de ficar com o emissor. As recompensas são distribuídas conforme a oferta de OUSD e a atividade que cada parceiro gera.

O desafio, porém, é grande. O mercado de stablecoins em dólar supera US$ 300 bilhões, com o USDT em torno de US$ 183,8 bilhões, cerca de 61% do total, e o USDC perto de US$ 74,1 bilhões, aproximadamente 25%. Juntos, os dois somam cerca de 84% do setor, enquanto a OUSD representa algo como 0,15%. A dúvida central é se a liquidez de lançamento vai se transformar em demanda recorrente de pagamentos e de gestão de caixa. Para o Brasil, onde stablecoins em dólar já lideram as compras de cripto, a chegada de um concorrente apoiado por gigantes de pagamento é um movimento a acompanhar, ainda que o acesso dependa das limitações regionais de cada produto.

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Fonte: reportagem original publicada por CryptoSlate. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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