Kalshi negocia nova rodada de US$ 1 bilhão e pode quase dobrar valor para US$ 40 bilhões
Entre as plataformas de mercados de previsão, a Kalshi segue atraindo alguns dos maiores nomes do capital de risco. A empresa estaria negociando uma nova rodada de investimento de US$ 1 bilhão com avaliação de US$ 40 bilhões, segundo informações da agência Reuters repercutidas pelo Bitcoin.com News em 29/09/2026. As fontes indicam que Sequoia Capital e Wellington Management discutem liderar o aporte, enquanto Tiger Global Management e Dragoneer Investment Group também participam das conversas. A expectativa é de que a operação seja concluída em questão de semanas.
É importante frisar que se trata de negociações relatadas por fontes, e não de um acordo anunciado. A Kalshi e a Tiger Global não quiseram comentar, e os demais potenciais investidores não responderam à Reuters.
Se confirmada, a rodada representará mais um salto em uma trajetória de valorização acelerada. De acordo com o Bitcoin.com News, em outubro de 2025 a empresa foi avaliada em US$ 5 bilhões, ao captar US$ 300 milhões. Em dezembro do mesmo ano, a avaliação subiu para US$ 11 bilhões, com captação de US$ 1 bilhão. Em maio de 2026, chegou a US$ 22 bilhões, em nova rodada de US$ 1 bilhão. Os US$ 40 bilhões agora em discussão representariam quase o dobro do último valor.
Fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, a Kalshi opera um mercado regulado em nível federal nos Estados Unidos para a negociação de contratos baseados em eventos. A Sequoia já tem relação próxima com a empresa: o sócio Alfred Lin ocupa uma cadeira no conselho. Os números operacionais ajudam a explicar o interesse dos investidores. Em maio de 2026, o volume anualizado de negociação havia passado de US$ 52 bilhões para US$ 178 bilhões em seis meses, e o volume institucional cresceu 800%.
Nem tudo, porém, é favorável. Em 25 de setembro, o Tribunal de Apelações do 6º Circuito dos Estados Unidos decidiu contra a Kalshi, permitindo que os estados de Ohio e Tennessee regulem os contratos esportivos da plataforma com base em suas leis de jogos de azar. A CFTC, órgão federal que supervisiona derivativos, apoia a posição da empresa de que a supervisão deve ser federal. A disputa sobre quem tem competência para regular esses contratos segue como um dos principais riscos do negócio.
Não há, na reportagem, relação direta da rodada com o Brasil. Para o investidor brasileiro, o caso serve como termômetro de um segmento que vem crescendo rapidamente nos Estados Unidos: os mercados de previsão, que misturam elementos de apostas e de derivativos e ganham espaço no cruzamento entre finanças, tecnologia e criptoativos.
Para quem acompanha o mercado, a disposição de fundos como Sequoia e Tiger Global em pagar quase o dobro da última avaliação, mesmo após uma derrota judicial, mostra a confiança dos investidores no crescimento dos mercados de previsão. O desfecho das disputas regulatórias entre estados e governo federal, no entanto, deve continuar pesando sobre o setor.
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