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Juros longos dos EUA perto do topo desde 2007 não abalam cripto, e Aave dispara com aposta em queima de tokens

Imagem de abertura da publicação em CoinDesk
Imagem reproduzida de CoinDesk. Legenda da fonte: DeFi tokens lead the way (CoinDesk data)

Enquanto os juros dos títulos do Tesouro americano rondam os maiores níveis desde 2007 e as bolsas recuam, o mercado de criptoativos mostrou resistência na manhã de 29/09/2026, com o setor de finanças descentralizadas (DeFi) na dianteira. O retrato foi feito pelo CoinDesk, em texto de Oliver Knight e Omkar Godbole.

O bitcoin era negociado a US$ 84.170, com alta de 0,82% desde a meia-noite UTC e de 1,4% em 24 horas. O índice CoinDesk 100 marcava 1.904,49 pontos, avanço de 0,89%, com 72 dos 100 componentes no azul. O destaque, porém, ficou com o DeFi Select Index (DFX), que ganhou 5,0% desde a meia-noite.

A Aave (AAVE) liderou o movimento, com alta de 11% no dia, cotada a US$ 166,55, e de 13% em 24 horas. Segundo o CoinDesk, o impulso veio da especulação em torno da chamada "Aavenomics 3.0". Stani Kulechov, fundador do projeto, afirmou que o protocolo pode incluir um mecanismo de queima de tokens em uma atualização futura. O Curve DAO Token (CRV) também avançou: 5,2% desde a meia-noite e 22% em 24 horas, para US$ 0,40.

Outros ativos chamaram atenção. A Quant (QNT) subiu 17%, para US$ 269,58; a Internet Computer (ICP) ganhou 8,3%, para US$ 3,39; e a Avalanche (AVAX) avançou 7,0%, para US$ 11,35. Na ponta negativa ficaram as moedas de privacidade: a Zcash (ZEC) caiu 4,1% no dia, para US$ 1.422,35, acumulando perda de 8,4% em 24 horas e cerca de 13% abaixo dos níveis de sexta-feira. A Dash (DASH) recuou 6,4%, para US$ 61,38, e a Litecoin (LTC) teve leve queda de 0,51%, para US$ 68,86.

O pano de fundo macroeconômico era pouco favorável. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro estava em 5,234%, e o de 30 anos, em 5,549%. Na segunda-feira, o Dow Jones perdeu mais de 300 pontos, enquanto S&P 500 e Nasdaq Composite caíram 0,8% e 0,9%, respectivamente. O petróleo Brent recuava 0,85%, para US$ 97,92, o ouro subia 0,68%, para US$ 4.140, e o índice do dólar avançava 0,18%, para 101,36.

No mercado de derivativos, os contratos futuros em aberto somavam US$ 149,36 bilhões, o volume negociado chegou a US$ 218 bilhões, alta de 26%, e as liquidações totalizaram US$ 389 milhões. Os contratos em aberto de bitcoin estavam em 644 mil BTC. O CoinDesk observa ainda que a volatilidade implícita segue perto das mínimas do ano, sinal de que os operadores ainda esperam mercados calmos.

Para o investidor brasileiro, a combinação de juros americanos elevados e dólar firme costuma pesar sobre ativos de risco, o que torna notável a resiliência das criptomoedas nesse dia. A cotação em reais, porém, também depende do câmbio local.

Para quem acompanha o mercado, o episódio mostra um setor DeFi sensível a mudanças no desenho econômico dos tokens, como a possível queima na Aave. Ao mesmo tempo, a volatilidade baixa em meio a juros tão altos é um ponto de atenção, já que ambientes calmos podem mudar rapidamente.

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Fonte: reportagem original publicada por CoinDesk. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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