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Inflação mais branda faz Goldman Sachs adiar para dezembro a aposta em nova alta de juros do Fed

Imagem de abertura da publicação em crypto.news
Imagem reproduzida de crypto.news. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Previsões do Goldman Sachs para a política monetária americana mudaram depois da divulgação de dados de inflação abaixo do esperado. O banco adiou de outubro para dezembro a expectativa de um segundo aumento de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em resposta ao núcleo do índice de preços PCE de agosto, que ficou perto de 3%.

O núcleo do PCE, indicador de inflação preferido do Fed, subiu 0,25% em agosto na comparação mensal e 3,01% em 12 meses. As duas leituras vieram abaixo das projeções. Com isso, o Goldman passou a estimar o núcleo do PCE em 3% no quarto trimestre, enquanto a mediana das projeções do próprio Fed para o mesmo período é de 3,4%, uma diferença de 0,4 ponto percentual.

Os dados de atividade também foram revisados. O crescimento da economia americana no segundo trimestre subiu 0,7 ponto percentual, para uma taxa anualizada de 2,2%. Já a estimativa de acompanhamento para o terceiro trimestre foi reduzida em 0,1 ponto, para 3,3%. O quadro sugere uma economia ainda aquecida, mas com inflação dando algum alívio.

Dentro do Fed, as vozes não são unânimes. Em 29 de setembro, John Williams afirmou não ver "nenhuma urgência" para um aumento em outubro. Michael Barr, por outro lado, defende mais aperto e alertou que os riscos de inflação aumentaram. Em setembro, o Fed elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, numa decisão unânime de 12 votos a 0. Dos 18 participantes do comitê, 16 esperam ao menos mais uma alta de 0,25 ponto até o fim do ano.

Reportagem do crypto.news relaciona o cenário de juros ao comportamento dos ativos digitais. Entre 21 e 25 de setembro, os ETFs de Bitcoin registraram entradas líquidas de US$ 2,39 bilhões, com cerca de US$ 1,16 bilhão destinado ao IBIT, da BlackRock. Mesmo assim, o Bitcoin caiu abaixo de US$ 84 mil depois de atingir a máxima de US$ 87 mil no período. Juros mais altos tendem a encarecer o dinheiro e a reduzir o apetite por ativos de risco, o que torna cada sinal do Fed relevante para quem investe em criptomoedas.

O próximo dado no radar é o relatório de emprego de setembro, que será divulgado na sexta-feira, 2 de outubro, às 8h30 no horário de Nova York, 9h30 em Brasília. Números do mercado de trabalho costumam pesar nas decisões do Fed, e um resultado forte ou fraco pode reforçar ou enfraquecer a leitura do Goldman sobre o momento da próxima alta.

Por ora, a mudança do banco não significa que o aperto monetário acabou, mas sim que ele pode demorar mais a chegar. Para o mercado cripto, isso adiciona mais algumas semanas de expectativa em torno da trajetória dos juros americanos, um dos fatores que mais têm influenciado o humor dos investidores nos últimos meses. A projeção, vale lembrar, é uma avaliação do Goldman Sachs e pode ser revista conforme novos dados forem publicados.

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Fonte: reportagem original publicada por crypto.news. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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