HYPE recua para US$ 88 enquanto centro ligado à Hyperliquid pede à Europa que trate perpétuos como derivativos da MiFID II
Fora das máximas recentes, o token HYPE, da Hyperliquid, era negociado perto de US$ 88,45 nesta quinta-feira (1º), com queda de 2,74% no gráfico diário. O movimento deixa a criptomoeda cerca de 9,6% abaixo do pico recente de US$ 97,88, enquanto o Hyperliquid Policy Center, conhecido como HPC, pressiona reguladores europeus por uma definição sobre os contratos futuros perpétuos.
Ao longo do dia, o HYPE oscilou entre a máxima de US$ 91,105 e a mínima de US$ 88,119. No gráfico de quatro horas, o token havia se recuperado a partir da região de US$ 85. As Bandas de Bollinger nesse intervalo marcavam o limite superior em US$ 90,946, a linha média em US$ 87,894 e o limite inferior em US$ 84,843.
Na análise técnica publicada pelo crypto.news, assinada por Lawrence Mondal, o índice de força relativa (RSI) diário estava em 52,58, abaixo da sua média móvel de 61,17. O indicador Aroon mostrava 42,86% na linha de alta e 0% na de baixa, enquanto o ADX marcava 25,55. A primeira resistência aparece entre US$ 90,95 e US$ 91,11, seguida pela faixa de US$ 92 a US$ 95, pela máxima recente de US$ 97,876 e pelo patamar redondo de US$ 100. Do lado do suporte, a análise cita o nível de Fibonacci de 0,786 em US$ 81,287, a região de US$ 76 a US$ 78, onde ficou o fundo de setembro, e uma referência mais baixa em US$ 68,264. Esses níveis representam a leitura técnica da publicação, e não uma previsão garantida de preço.
No campo regulatório, o HPC enviou sua posição durante a revisão do regulamento europeu de mercados de criptoativos, o MiCA, conduzida pela Comissão Europeia. O centro pede que os futuros perpétuos sejam classificados pelas regras de derivativos já existentes da diretiva MiFID II. A entidade defende que a classificação leve em conta as características econômicas dos produtos, e não o fato de funcionarem em blockchain, e propõe usar os registros da própria rede para cumprir exigências de transparência. Segundo a argumentação do HPC, os perpétuos compartilham características com derivativos já cobertos pela MiFID II, apesar de não terem data fixa de vencimento.
O pedido esbarra em um posicionamento anterior da ESMA, autoridade europeia de valores mobiliários. Em fevereiro, o órgão indicou que derivativos comercializados como futuros perpétuos provavelmente se enquadram nas medidas de intervenção aplicadas aos CFDs, que incluem limites de alavancagem, encerramento de posições por margem e proteção contra saldo negativo.
Dentro da própria plataforma, a Hyperliquid lançou em 18 de setembro um sistema de empréstimos que permite tomar USDC e USDT manualmente. O volume emprestado chegou a US$ 269 milhões, e o recurso dá suporte ao sistema de margem de portfólio. Os mercados HIP-3, por sua vez, contam com controles de acesso por meio de listas de permissão registradas na blockchain.
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