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Ex-funcionária de banco nos EUA é acusada de desviar US$ 931,5 mil de clientes para contas na Coinbase

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin.com News
Imagem reproduzida de Bitcoin.com News. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Promotores federais dos Estados Unidos acusam uma ex-bancária da Geórgia de ter usado dados sigilosos de clientes para desviar cerca de US$ 931.500 para contas na corretora Coinbase controladas por comparsas. Em troca, ela teria recebido pouco mais de US$ 1.000. O caso foi noticiado pelo Bitcoin.com News em 30/09/2026.

A acusada é Mercedes Henry, de 35 anos, moradora de Stone Mountain. Ela trabalhava como bancária no Ameris Bank, instituição sediada em Atlanta, e passou por várias agências da região metropolitana da cidade. Henry foi presa e compareceu a um tribunal federal em 25/09/2026.

Segundo a acusação, ela se apropriou indevidamente de informações de contas de seis clientes do banco. Com esses dados, as contas bancárias das vítimas foram vinculadas a contas na Coinbase mantidas por supostos coautores do esquema. A partir daí, os valores foram transferidos de forma fraudulenta. Os promotores apontam pelo menos seis episódios entre setembro e novembro de 2021.

Um júri federal indiciou Henry em 22/09/2026, e o Departamento de Justiça tornou as acusações públicas em 28/09/2026. Ela responde por fraude bancária, fraude com dispositivos de acesso, que envolve o uso ilegal de credenciais de pagamento e números de conta, e suborno. A promotora assistente Cathelynn Tio conduz o processo, e o FBI de Atlanta está à frente da investigação.

O procurador federal Theodore S. Hertzberg afirmou que Henry e seus cúmplices provocaram a transferência fraudulenta de aproximadamente US$ 931.500 das contas das vítimas no Ameris Bank para contas na Coinbase controladas pelo grupo. O Bitcoin.com News lembra que o indiciamento contém apenas alegações e que a culpa precisa ser provada além de qualquer dúvida razoável. Até o momento, não há condenação.

O caso chama atenção pelo contraste entre o valor desviado e a quantia que a ex-funcionária teria recebido, além de expor um risco que não está na tecnologia das criptomoedas em si, e sim no elo humano do sistema financeiro tradicional. A corretora aparece como destino dos recursos, não como alvo de falha técnica. A fraude dependeu do acesso interno a dados de clientes dentro de uma agência bancária convencional.

Para quem acompanha o setor, o episódio reforça dois pontos. O primeiro é que integrações entre contas bancárias e plataformas de criptoativos, cada vez mais comuns, também abrem caminho para golpes quando credenciais caem nas mãos erradas. O segundo é que o rastreamento de valores enviados a corretoras reguladas tende a facilitar investigações, já que essas plataformas mantêm cadastro dos titulares. Para o investidor, vale acompanhar notificações de vínculos novos entre a conta do banco e serviços externos, algo que também se aplica a quem usa corretoras no Brasil.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin.com News. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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