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Criptomoedas já atraem mais investidores brasileiros do que a bolsa, aponta pesquisa Datafolha

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin.com News
Imagem reproduzida de Bitcoin.com News. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Quase 29 milhões de brasileiros já investiram em criptomoedas, um contingente que supera com folga o número de pessoas que aplicam em ações. O dado faz parte da segunda edição da Pesquisa Nacional Cripto, conduzida pela Paradigma em parceria com o Datafolha e patrocinada pela Coinbase e pela Hashdex. Os resultados foram divulgados em agosto de 2026, a partir de entrevistas realizadas entre 11 e 14 de maio.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos. Pelos números, 17,2% dos brasileiros já investiram em criptoativos, contra apenas 6,4% que aplicaram em ações. Na prática, o grupo de investidores cripto é mais que o dobro do de investidores da bolsa.

O conhecimento sobre o tema também avançou. Cerca de dois terços da população afirmam saber o que são criptomoedas, um crescimento de 10% em relação ao levantamento de 2025. Bitcoin e Ethereum aparecem como os ativos digitais mais lembrados, e o Drex, projeto de moeda digital do Banco Central, ficou em terceiro lugar no reconhecimento, mesmo sem ser uma criptomoeda no sentido tradicional.

No ranking geral de aplicações, as criptomoedas ocupam a quinta posição, atrás da poupança, dos imóveis, do dinheiro guardado em espécie e dos fundos de investimento. Ficam à frente, porém, dos CDBs e demais certificados bancários de renda fixa (15,1%), da moeda estrangeira (14%), do ouro (9,8%) e das ações (6,4%). Como relatou o Bitcoin.com News, o recorte mostra que o criptoativo deixou de ser um nicho e passou a disputar espaço com produtos financeiros tradicionais.

O perfil de renda chama atenção. Mais de 77% dos investidores em cripto ouvidos ganham menos de três salários mínimos, e mais de um terço recebe abaixo de um salário mínimo. O relatório chega a descrever as criptomoedas como a "moeda do povo", expressão que resume a penetração do produto nas camadas de menor renda.

A forma de guardar os ativos também diz muito sobre o mercado brasileiro. Segundo a pesquisa, 83% dos investidores em cripto usam aplicativos e estruturas bancárias para comprar e manter seus ativos. Apenas 26% recorrem a carteiras de autocustódia, e 20% deixam os recursos em corretoras. Os percentuais somam mais de 100% porque parte dos entrevistados usa mais de um meio.

Para o leitor brasileiro, os dados ajudam a entender por que bancos e fintechs ampliaram a oferta de cripto nos últimos anos: é ali que está a maioria dos investidores. Ao mesmo tempo, a concentração em pessoas de renda mais baixa reforça a importância da educação financeira, já que criptoativos são voláteis e podem sofrer perdas relevantes em pouco tempo. Entender como funciona a custódia escolhida, quais taxas são cobradas e qual parcela do patrimônio faz sentido expor a esse tipo de ativo continua sendo o ponto de partida para quem pretende entrar ou permanecer nesse mercado.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin.com News. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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