Cotistas de cinco ETFs da 21Shares recebem rendimentos de staking de setembro, com Hyperliquid no topo
Cotistas de cinco fundos de índice de criptoativos da 21Shares recebem nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, uma nova rodada de distribuições baseadas em recompensas de staking. Segundo o NewsBTC, a gestora informou os valores em comunicado de 28 de setembro.
Os produtos contemplados são o TETH, ETF de staking de Ethereum; o TSOL, de Solana; o THYP, de Hyperliquid; o TSUI, de Sui; e o TDOT, de Polkadot. As datas ex-dividendo e de registro foram fixadas em 29 de setembro, e o pagamento ocorre em 30 de setembro.
Os valores por cota foram de US$ 0,031602 no fundo de Ethereum, US$ 0,076590 no de Solana, US$ 0,191360 no de Hyperliquid, US$ 0,052939 no de Sui e US$ 0,045029 no de Polkadot. A maior distribuição do grupo, portanto, ficou com o produto ligado ao token HYPE, seguida pelo fundo de Solana. Na outra ponta, o menor valor por cota coube ao ETF de Ethereum, a maior rede entre as cinco contempladas, o que mostra que o tamanho do ecossistema não determina, sozinho, o valor repassado a cada cotista.
De acordo com a reportagem, as distribuições consistem em recompensas de staking geradas pelos ativos que cada fundo mantém e coloca para validar as respectivas redes: ETH, SOL, HYPE, SUI e DOT. Em vez de apenas guardar os tokens, os ETFs participam do mecanismo de prova de participação dessas blockchains e repassam parte do rendimento aos cotistas.
O NewsBTC avalia que o movimento mostra a evolução dos ETFs de criptoativos, que deixam de oferecer apenas exposição ao preço e passam a incluir retornos nativos das redes. Na leitura do veículo, essa característica se torna um fator de competição entre gestoras que disputam recursos institucionais, já que o rendimento recorrente pode diferenciar produtos com exposição semelhante.
É importante notar que os valores por cota não representam, sozinhos, uma taxa de retorno anual. O rendimento efetivo depende do preço de cada cota, das taxas cobradas pelo fundo e da variação das recompensas de staking em cada rede, que oscilam conforme regras de emissão e participação dos validadores. A matéria não detalha esses percentuais.
Para o investidor brasileiro, os fundos listados nos Estados Unidos podem ser acessados por meio de contas em corretoras internacionais, e distribuições desse tipo entram como rendimento no exterior, com tratamento tributário próprio. No mercado local, a discussão sobre repassar recompensas de staking em ETFs de cripto também ganha relevância à medida que o modelo americano se consolida.
Para quem acompanha o mercado, a rodada de pagamentos confirma que o staking dentro de ETFs deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina de alguns produtos regulados. O acompanhamento mensal desses valores ajuda a comparar a remuneração entre redes e a entender como as gestoras estão transformando o rendimento nativo das blockchains em argumento de venda.
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