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Califórnia proíbe memecoins de autoridades e CEO da GSN alerta para uso do cargo em benefício próprio

Imagem de abertura da publicação em crypto.news
Imagem reproduzida de crypto.news. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Políticos que lançam suas próprias memecoins entraram na mira de legisladores nos Estados Unidos, e o debate ganhou força com uma nova lei na Califórnia. Em reportagem publicada em 29/09/2026, o crypto.news ouviu Ryan Kirkley, CEO da GSN, que vê nesses tokens uma mistura perigosa entre poder público e lucro privado.

O ponto de partida é a lei estadual AB 2409, sancionada em 27 de setembro de 2026. O texto havia passado pela Assembleia da Califórnia em 26 de agosto, por 78 votos a 0, e passa a valer para as memecoins abrangidas a partir de 1º de janeiro de 2027. A norma proíbe a emissão desses tokens por autoridades estaduais e locais, eleitas ou nomeadas, por legisladores e por membros de órgãos governamentais. Além disso, restringe a listagem, para residentes da Califórnia, de memecoins ligadas a essas autoridades.

O tema também avança em âmbito federal. Segundo o crypto.news, uma proposta apresentada em 11 de setembro, na versão revisada do CLARITY Act, inclui restrições à emissão e ao patrocínio de ativos digitais por autoridades públicas, servidores do governo e seus cônjuges. A regra teria validade até janeiro de 2029, e a fiscalização caberia ao Departamento de Justiça.

Na visão de Kirkley, o problema vai além da natureza especulativa desses ativos. "A preocupação não é simplesmente que o ativo seja especulativo; é que alguém a quem foi confiado poder público possa se beneficiar do valor de mercado atrelado a esse poder", afirmou ao portal. Em outras palavras, o valor de uma memecoin política pode depender diretamente da posição e da influência de quem a lança, criando um conflito de interesses.

O executivo, porém, não defende restringir todos os ativos digitais. Para ele, a regulação deve mirar a conduta das autoridades, com foco em propriedade, promoção, controle, divulgação e benefício financeiro. Kirkley argumenta ainda que os reguladores precisam diferenciar os tokens pela função econômica, pelo valor subjacente e pela forma como o ativo é efetivamente usado, em vez de tratar tudo o que roda em blockchain da mesma maneira.

A discussão não tem, na reportagem, relação direta com o Brasil. Para o investidor brasileiro, porém, o debate serve de referência sobre riscos que também existem aqui: memecoins associadas a figuras públicas costumam ter preço guiado por notoriedade, e não por fundamentos, o que pode expor compradores a oscilações bruscas e a conflitos de interesse difíceis de identificar.

Para quem acompanha o mercado, a combinação entre a lei californiana e a proposta federal indica que as memecoins políticas devem enfrentar um ambiente cada vez mais restritivo nos Estados Unidos. A linha defendida por Kirkley, de regular a conduta de quem ocupa cargo público sem penalizar o setor como um todo, tende a aparecer nas próximas discussões sobre o tema.

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Fonte: reportagem original publicada por crypto.news. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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