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Brasil sai na frente e ganha na B3 o primeiro ETF de XRP à vista do mundo

Imagem de abertura da publicação em Bitcoinist
Imagem reproduzida de Bitcoinist. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Investidores brasileiros passaram a ter acesso, em abril de 2025, ao primeiro fundo de índice de XRP à vista do mundo. A gestora Hashdex listou o produto na B3 em 25 de abril, sob o código XRPH11, colocando o país à frente dos Estados Unidos, onde pedidos semelhantes ainda aguardavam análise do regulador.

O fundo, cujo nome oficial é Hashdex Nasdaq XRP Fundo de Índice, acompanha a cotação da criptomoeda por meio do índice Nasdaq XRP Reference Price. A Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, aprovou o produto em fevereiro de 2025. Pela estrutura informada, pelo menos 95% do patrimônio deve estar exposto ao XRP, por diferentes instrumentos de investimento, incluindo contratos futuros. A Genial Investimentos é a administradora, e o Banco Genial atua como custodiante.

Os custos também foram divulgados. A taxa de administração é de 0,7% ao ano, e a de custódia, de 0,1% ao ano, o que leva o custo anual total a 0,8%. Como destacou o Bitcoinist, trata-se do nono ETF de criptomoedas da Hashdex na B3, que já tinha produtos ligados a Bitcoin, Ethereum e Solana.

Na época do lançamento, o XRP era negociado perto de US$ 2,30 e ocupava a terceira posição entre as maiores criptomoedas, excluindo as stablecoins, com valor de mercado acima de US$ 120 bilhões. O ativo foi criado pela Ripple, empresa norte-americana, o que torna ainda mais simbólico o fato de o primeiro ETF à vista ter surgido fora dos Estados Unidos.

Do lado americano, gestoras como Grayscale e Franklin Templeton tinham pedidos em análise. A reportagem cita analistas segundo os quais a probabilidade de aprovação de um ETF de XRP nos Estados Unidos estava em 73% naquele momento, uma estimativa, e não uma garantia. O texto também observa que a iniciativa brasileira aumenta a pressão sobre os reguladores americanos, especialmente diante do objetivo declarado pelo governo Trump de transformar o país na "capital cripto do mundo".

Para o investidor brasileiro, o ETF oferece uma forma de ter exposição ao XRP pela conta em corretora de valores, sem abrir cadastro em plataforma de criptomoedas nem cuidar de chaves privadas. O produto segue as regras de um fundo listado em bolsa, com negociação em reais durante o pregão e tributação própria desse tipo de investimento, o que deve ser verificado com a corretora antes da compra.

Ainda assim, a estrutura não elimina o risco do ativo. O XRP é conhecido por forte volatilidade, e a cota do fundo acompanha essas oscilações. A taxa total de 0,8% ao ano também precisa entrar na conta de quem pretende manter a posição por longo prazo. De qualquer forma, a estreia mostrou mais uma vez que a B3 e a CVM vêm se posicionando entre os mercados mais abertos a produtos regulados de criptomoedas, ampliando o cardápio disponível para quem prefere investir pelos canais tradicionais.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoinist. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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