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Bradesco prepara entrada na custódia de criptomoedas com parceiro ainda não revelado

Imagem de abertura da publicação em Bitcoin.com News
Imagem reproduzida de Bitcoin.com News. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Custódia de criptomoedas, tokens e stablecoins é o novo negócio que o Bradesco se prepara para oferecer. Em maio de 2026, o banco, um dos maiores do país e com mais de 5.300 agências, confirmou que já tem um parceiro definido para atuar na guarda de ativos digitais, embora o nome da empresa não tenha sido divulgado. A instituição também estruturou uma divisão interna dedicada ao tema.

A confirmação veio da responsável pela área de inovação do banco, Renata Petrovic. "Estamos nos preparando para ter um negócio de custódia de ativos digitais; já temos um parceiro que vai trabalhar conosco, oferecendo custódia completa para todos os ativos, incluindo tokens, cripto e stablecoins", afirmou.

Petrovic também comentou o momento escolhido para a entrada no mercado. "Não nos adiantamos, mas também não ficamos para trás. Estamos nos preparando para este momento de entrada no mercado há muito tempo", disse. A fala sugere uma estratégia deliberada de esperar o amadurecimento do setor e das regras antes de oferecer o serviço.

O anúncio representa uma mudança significativa de postura. Em reportagem do Bitcoin.com News, a publicação lembra que, em 2022, o presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, descrevia as criptomoedas como "investimentos que não são tangíveis e são mais arriscados", com pessoas cientes do risco que estão assumindo, e classificava o mercado de ativos digitais como "muito pequeno". Quatro anos depois, o banco passa a tratar o segmento como uma linha de negócio.

A instituição não chega do zero. O Bradesco já havia conduzido dois projetos-piloto com blockchain. Um deles testou a tokenização de processos de identificação de clientes, conhecidos pela sigla KYC, para agilizar transações online. O outro avaliou o uso de stablecoins em operações de comércio exterior, com o objetivo de ganhar eficiência nesse tipo de transação.

Para o cliente brasileiro, a entrada de um banco desse porte na custódia de ativos digitais pode mudar a forma como muitas pessoas acessam o mercado. A guarda de criptomoedas por uma instituição tradicional tende a atrair investidores que ainda desconfiam das corretoras especializadas ou que preferem concentrar seus recursos em um único relacionamento bancário. Para empresas, a custódia de tokens e stablecoins também abre espaço para usos corporativos, como pagamentos internacionais e operações com ativos tokenizados.

Por outro lado, ainda há perguntas sem resposta. O banco não informou quando o serviço começará a funcionar, quais serão os custos para os clientes nem qual será o papel exato do parceiro na operação. Também não ficou claro se a custódia estará disponível para pessoas físicas ou se, em um primeiro momento, será voltada a clientes institucionais. A movimentação, de todo modo, reforça a tendência de os grandes bancos do país incorporarem os ativos digitais ao seu portfólio de serviços.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoin.com News. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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