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Barr defende juros ainda mais altos, enquanto aposta em alta em outubro recua para 50%

Imagem de abertura da publicação em crypto.news
Imagem reproduzida de crypto.news. Autoria da imagem não identificada na fonte.

O humor recente dos mercados, incluindo o de criptoativos, passa pelo que dizem os dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Em 29/09/2026, o diretor do Fed Michael Barr defendeu novas altas de juros para trazer a inflação de volta à meta de 2%, ao mesmo tempo em que as apostas em um aumento já em outubro caíram de cerca de 70% para 50%. O relato é do crypto.news, em texto de Lawrence Mondal.

O contexto é de aperto monetário. Segundo a publicação, o Fed elevou em setembro sua taxa básica para o intervalo entre 3,75% e 4%, em decisão unânime, por 12 votos a 0. Agora, o mercado tenta descobrir se haverá novo movimento na próxima reunião.

Barr falou no Detroit Economic Club e foi direto ao ponto. "Queremos apoiar um crescimento sustentável e duradouro, em favor do pleno emprego, e a estabilidade de preços é crucial para isso", afirmou. Ele apontou os custos de energia e a demanda ligada à inteligência artificial como fontes de pressão inflacionária e lembrou que, nos últimos 20 meses, apenas dois registraram inflação de núcleo do PCE compatível com a meta de 2%. Na avaliação do diretor, os riscos de inflação aumentaram enquanto os riscos para o emprego diminuíram, uma leitura que é posição pessoal dele, e não consenso.

No mesmo dia, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, adotou um tom menos urgente. Ele disse que mais uma alta continua sendo seu cenário-base para 2026, mas sugeriu paciência na avaliação dos dados. A agência Reuters relatou que Williams não vê urgência para o próximo aumento. Foi essa diferença de tom entre os dirigentes que ajudou a reduzir as chances de alta em outubro precificadas pelo mercado.

Os indicadores citados pelo crypto.news ajudam a explicar a preocupação. A inflação medida pelo PCE estava em 3,7% em base anual na leitura mais recente mencionada. O núcleo do índice de preços ao consumidor subiu 0,3% em agosto, acima dos 0,2% esperados. No mercado de trabalho, foram criadas 162 mil vagas em agosto, com desemprego estável em 4,1%.

A agenda dos próximos dias é carregada. Os dados de renda e gastos pessoais de agosto saem em 30 de setembro, às 8h30 no horário de Nova York, e o relatório de emprego de setembro será divulgado em 2 de outubro, no mesmo horário. Esses números devem pesar na decisão do Fed.

Para o investidor brasileiro, a política de juros americana importa porque influencia o dólar, o apetite por risco e o fluxo de capital para mercados emergentes e para ativos como bitcoin. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a tornar aplicações em dólar mais atraentes, o que costuma pesar sobre ativos de maior risco.

Para quem acompanha o mercado, a divergência entre Barr e Williams mostra que o próximo passo do Fed ainda está em aberto. Com as probabilidades divididas, os dados de inflação e emprego dos próximos dias tendem a gerar volatilidade nas cotações, inclusive nas de criptoativos.

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Fonte: reportagem original publicada por crypto.news. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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