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Banco Central propõe barrar saque de stablecoins para carteiras próprias no Brasil

Imagem de abertura da publicação em Bitcoinist
Imagem reproduzida de Bitcoinist. Autoria da imagem não identificada na fonte.

Saques de stablecoins de corretoras centralizadas para carteiras de autocustódia podem ser proibidos no Brasil. A proposta foi apresentada pelo Banco Central em 29 de novembro de 2024, dentro de um conjunto de consultas públicas sobre novas regras para ativos virtuais, e atinge diretamente um dos usos mais populares de criptomoedas no país.

A dimensão do tema aparece nos dados da Receita Federal citados na reportagem: em setembro de 2024, as stablecoins responderam por cerca de 75% dos US$ 4,2 bilhões movimentados em transações com criptoativos no país. Essas moedas digitais, geralmente atreladas ao dólar, se tornaram a principal ferramenta de quem busca dolarizar parte do patrimônio ou fazer pagamentos internacionais.

O caso foi detalhado pelo portal Bitcoinist. Além da proibição dos saques para carteiras próprias, a proposta prevê que as corretoras centralizadas obtenham licença para operar câmbio antes de oferecer serviços com stablecoins. O texto também estabelece que todos os investimentos em criptomoedas fiquem sujeitos aos padrões regulatórios já aplicados a investimentos tradicionais. Investimentos estrangeiros diretos, crédito externo e capitais brasileiros aplicados em criptoativos deverão seguir as regras de capital em vigor.

A base legal para a iniciativa é a lei de criptoativos aprovada em dezembro de 2022, que deu ao Banco Central a atribuição de supervisionar o setor. A reportagem lembra que o governo federal permanece como responsável final pela aplicação das regras, mas o Banco Central abriu espaço para a participação da sociedade. Interessados podem enviar contribuições até 28 de fevereiro de 2025, o que significa que o texto ainda pode sofrer alterações antes de uma versão definitiva.

A proposta gera debate porque a autocustódia é considerada um dos pilares do uso de criptomoedas. Guardar os próprios ativos em uma carteira pessoal elimina o risco de depender de uma empresa intermediária, mas também dificulta o acompanhamento das autoridades sobre o destino dos recursos. A iniciativa do Banco Central parece buscar justamente o enquadramento das stablecoins como operações cambiais, sujeitas às mesmas regras de controle que valem para a compra de moeda estrangeira.

Para o usuário brasileiro, o impacto potencial é significativo. Se aprovada nos termos apresentados, a regra obrigaria quem compra stablecoins em corretoras nacionais a mantê-las sob custódia da própria plataforma, sem possibilidade de transferi-las para uma carteira pessoal. Isso afetaria quem usa esses ativos para remessas, pagamentos a fornecedores no exterior ou simplesmente para ter controle direto sobre o dinheiro. O período de consulta pública é a oportunidade para que usuários, empresas e associações do setor apresentem argumentos, e vale acompanhar a versão final das regras antes de tomar decisões sobre onde manter esses ativos.

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Fonte: reportagem original publicada por Bitcoinist. Conteúdo apresentado como resumo editorial. Textos e imagens permanecem sob responsabilidade de suas fontes originais.

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